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Archive for junho, 2008

oito no orkut

domingo, junho 29th, 2008

Foi criada a comunidade “oito ¨mais vogal que consoante” no orkut. Se você é um leitor aficcionado de nosso blog e tem uma conta no orkut certamente quererá participar de mais esta vertente de nosso esquema de dominação global, digo, de propaganda massiva.

Apreciem sem moderação!

se você está procurando amor deixe a gratidão de lado

domingo, junho 29th, 2008

Essa é a frase de Tom Zé que inicia a música ‘O Amor é um Rock’. O grupo de MPB da UFPR está em cartaz este fim de semana no teatro da reitoria com um espetáculo homônimo à música, fui conferir e fiquei boquiaberto. Trata-se de um musical cujo roteiro são letras do Tom Zé, principalmente do disco ‘Estudando o Pagode - Segregamulher e amor‘, de 2005. Conhecendo ou não a obra vale a pena conferir! Esse disco, já denominado uma opereta, dá grandes margens a essa saída - prometi a mim mesmo uma resenha a respeito dele que ainda não me empenhei em confeccionar.

Acho que minha empolgação com relação à apresentação se deu por conta de meu desejo de realizar algo similar. Como eu queria estar ali em cima quebrando tudo daquela maneira tão lúdica e intensa. Já vos disse em certa ocasião que tenho um texto do Itamar feito; pois esse é o intuito, vai bem nesses moldes. É coisa grande, e sinceramente às vezes me assusto com as proporções que um projeto desses toma. Reconheço meu espírito megalomaníaco e minha incrível capacidade de voar sem asas, só que minha limitação é justamente ter o pé no chão pro pontapé inicial. Enfim…

Voltando ao musical, vou de novo e de novo se abrirem outras apresentações. Proposta honesta de um baita grupo, tá todo mundo de parabéns na minha opinião (músicos, direção, arranjos, roteiro, iluminação, cenário, figurino, etc). Aliás, dei uma fuçada e achei ótimos comentários sobre eles e também uns vídeos de montagens anteriores. Hei de acompanhá-los mais de perto!

Vemo-nos no teatro da reitoria às 20:15, ok?

o filho do cara

sexta-feira, junho 27th, 2008

Ontem, como de costume, fui até a rua Paula Gomes pra reunião do cartel. Ao final ficamos ali em frente ao Instituto conversando. Fim de papo, frio, descia a rua, lado a lado com o Bgu em seu carro, que levava Cuia. Meu caminho ali é certo, desço a rua supracitada até a Cândido de Abreu, viro a direita na Barão de Antonina, passo pelo Passeio Público e estou quase em casa.

Uma coisa me chama a atenção ainda na rua Paula Gomes. Rua antiga - se não me engano ali faz parte do Centro Histórico de Curitiba - paralelepípedos. Passo em frente ao bar ‘torto’ e vejo uma movimentação incomum. Fotógrafos e algumas câmeras filmando o local, passo batido. Mais tarde, já em casa vendo jornal fiquei sabendo do ocorrido. Quem estava lá era Ulf Lindberg, o filho sueco de Mané. Ulf é filho de Garrincha com uma camareira. Foi concebido em 1959, quando o Botafogo excursionou pela Suécia realizando alguns jogos. Ele está no Brasil a convite do dono do ‘torto’ (cujo nome é uma homenagem a Garrincha), pra comemorar os 50 anos do primeiro título mundial da seleção brasileira.

E falando em homenagem, amanhã rola mais uma homenagem no bar, só que o homenageado é o filho da ‘alegria do povo’. Além do evento encabeçado por Magrão (dono do bar), Ulf participa hoje de um projeto social lançado pela prefeitura da cidade, e também de uma Atletiba na Arena da Baixada onde será recebido com as devidas honrarias que o filho d’o cara’ merece.

olha que o samba foi, foi quebrando foi, foi quebrar lá na beira do mar..

quinta-feira, junho 26th, 2008

Não lembro exatamente se foi o Itamar, corrijam-me se eu estiver errado, mas acho que foi ele mesmo que disse de uma ‘categoria’ de músicos que não precisa de muito recurso. Apesar de os discos terem uma certa complexidade nos arranjos, tendo um violão ali o cara se vira, à la Faustão: quem sabe faz ao vivo. Ele, quando diz isso, se coloca nesta posição e cita alguns outros artistas, dentre eles Gilberto Gil.

Segundo Ras Adauto, "É ver para crer… Depois de UmBanda Um, um dos melhores shows e disco de Gil em sua carreira, agora a Banda Larga, promete botar fogo na praça e nas redes… Muita polêmica e muita água ainda vão rolar nesse surfe… Estamos nessa."

Sim! Estou aqui pra falar do novo disco, Banda Larga Cordel, de Gil, que chegou às minhas mãos. Essa característica citada por Itamar é mesmo claramente perceptível. Gil, é bem sabido, domina o violão como alguns bem gostariam de fazê-lo. Ouvi apenas uma vez e posso dizer que gostei. Ele permeia várias fases da história do músico, com momentos dançantes e também os introspectivos - ambos sempre presentes em seus trabalhos. O bom humor é outra marca registrada, mesmo na reflexiva ‘Não tenho medo da morte’. Sambas como ‘Amor de carnaval’, ‘Gueixa no tatame’ e ‘Outros viram’ - bem como a pitada de ritmos nordestinos - vêm pra azeitar a coisa toda. A poesia do cara nem sei se preciso comentar. Cá entre nós, ele escreve bem, né não?

Mas chega de chover no molhado, quem conhece a obra do ministro já sabe de tudo isso! Saca só o que ele diz da concepção: "Hoje é bem diferente de tempo atrás. Vivemos uma época mais estimuladora e com grande impacto na criação e rearranjo de idéias, em função das possibilidades atuais de copy & paste para a criação poética, além da velocidade e acessibilidade na propagação de informações. E com todas as referências de recombinações, abertura e a quantidade de faixas, o máximo que eu poderia fazer é juntar as diferentes canções sob o título ‘Banda Larga Cordel’. O título é o máximo de amarração que poderia dar a esse repertório"

A turnê do álbum começa agora em julho no exterior e chega ao Brasil em agosto. A banda do cara continua fraquinha, daquele jeito de sempre: Arthur Maia (baixo), Alex Fonseca (bateria), Claudio Andrade (teclados), Gustavo de Dalva (percussão), Sergio Chiavazzolli (guitarras) e seu filho Bem Gil (guitarra).

Se estiver procurando uma aquisição musical e/ou um show pra curtir taí a sugestão! Eu recomendo!

o soco, o chute e o grito (de gol?)

quarta-feira, junho 25th, 2008

Interessante, tenho encontrado algumas idéias minhas por aí. Estive pensando em um tema pra exercitar minha escrita; não um tema específico, e justamente por isso achar interessante o percebido. Não pretendo aqui uma articulação completa da minha idéia, ainda não a tenho. Apenas o esboço de tal idéia se afigurará na sequência.

Tudo começou já há algum tempo, no trânsito, leituras, conversas esporádicas ou mesmo nas homéricas. Penso ter iniciado o raciocínio numa noite de segunda-feira, dirigindo, quando voltava da Associação Psicanalítica de Curitiba, após a leitura do texto Complexos Familiares de Jacques Lacan. Nele o autor apresenta os complexos como organizadores no desenvolvimento psíquico. Então, o mais primitivo dos complexos é o do desmame, que se compõe com todos os outros ulteriores. O complexo de intrusão coloca ali um outrinho, observado em relações sociais quaisquer, em posição de deleite - já que de leite ainda se abunda em pleno seio. Grosso modo, o sujeitinho se aliena à imagem especular que se lhe é refletida, esta é tida como uma intrusão narcísica (lá vem mais um falando lacanês, pois bem, ainda não cheguei onde queria, aguentem mais um pouquinho). Difícil pensar a agressividade como secundária à identificação no que diz respeito ao ciúme? Não muito? Isso tudo me fez pensar justamente sobre a violência enquanto expressão desta rivalidade. Quero dizer com isso que há saídas possíveis e não somente esta; ao mesmo tempo, pela identificação, podemos usar de exemplo desde a criancinha que chega no berço e faz aquele carinho gostoso de 16 toneladas no bebê, até aquela que começa a chorar quando vê outra chorando. Claro que até a idade adulta o sujeito ainda passa pelo - tão famoso - complexo de Édipo, considerado o próximo na função de ‘organizador’.


Foi mais ou menos daí que caí num tema que gosto muito e que ainda não me pus a redigir: futebol. Pelo raciocínio seguiria mais pela questão da rivalidade, a violência mesmo. Elucubrei acerca da atualização, da reedição desta rivalidade nos fanáticos e frenéticos. Na noite passada vi partes da entrevista do Zé Miguel Wisnik ao programa Roda Viva e hoje dei uma procurada por aqui. Não que o tenha ouvido falar a respeito da violência, mas creio poder me apropriar de mais argumentos pra discussão. Ele está lançando um livro chamado ‘Veneno remédio: O futebol e o Brasil‘. Devo dizer que fiquei ainda mais curioso para lê-lo após o cometário de Idelber Avelar. Pra complementar o comentário, leia também uma entrevista de Wisnik à Idelber - datada de 2006, quando o livro estava sendo confeccionado.

Como se as idéias já apresentadas fossem poucas, li também O trabalho do luto e achei que em tudo se relaciona na amarração. Muito provavelmente não o use enquanto texto base pra falar do tema, mas serve pra atentar à banalização da violência, das relações, da vida e da morte.

Chega! Já escrevi demais pra uma estréia!

Fui!

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

terça-feira, junho 24th, 2008

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC! …e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais!

Em nosso cotidiano utilizamos, mesmo sem nos dar conta, de diversos serviços disponibilizados e mantidos gratuitamente graças a boa-vontade ou ao espírito colaborativo de diversas pessoas. A wikipédia é o maior exemplo desses serviços, mesmo não sendo o único. Geralmente são serviços mantidos por doações ou pelo trabalho de seus desenvolvedores. Nada mais justo que valorizemos e ajudemos este tipo de projeto, quando possível.

O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

A oito adere a esta campanha, valorizando e compartilhando todo o conhecimento livre disponível.

Programação cultural - Blues no Bosque - Domingos 16h

terça-feira, junho 24th, 2008

Fui e gostei. Todos os domingos no Bosque do  Papa tem blues com a banda Cotton Blues e convidados. Quem deu a letra foi o amigo Élcio, que é um dos convidados. Domingo em geral é um dia sem muita coisa pra fazer. Como a mistura de blues + bar-do-bosque já prevê, o público é bem variado e principalmente composto por uma fauna de motoqueiros-hellangel-style, bêbados velhos, neohippies, universitários e presença chóven. Muito me apeteceu. O som é coisa fina e os preços são acessíveis.

Ponto positivo: entrada franca, bera barata, estacionamento do mercadorama e preencher as vazias tardes de domingo.
Ponto negativo: não aceita cartão e não vende cigarro.

 

TODOS OS DOMINGOS ÁS 16 HORAS

Blues no Bosque - Cotton Blues & Convidados

Jun12_08_CJ_BluesFest3Todos os domingos no Bar do Bosque no Bosque do Papa, a banda The Cotton Blues apresenta o melhor do blues - estilo que há mais de 100 anos vem conquistando fãs e influênciando toda a música ocidental.

 

Bar do Bosque Centro Cívico (Bosque João Paulo II - ciclovia atrás do Mercadorama da R. Mateus Leme)

Entrada Franca

da vida honesta dos desmotorizados

segunda-feira, junho 23rd, 2008

O jornalista Marcelo Träsel comentou aqui e aqui sobre os benefícios para o trânsito portoalegrense e para a qualidade de vida da população se os moradores das regiões centrais de PoA deixassem de usar seus carros.

Fora os argumentos mais comuns e recheados de importante bichogrilagem (menos poluição, mais exercícios físicos, saúde e coisa e tal), me parece que o argumento econômico que Träsel apresenta merece destaque:

Na verdade, usar transporte público é muito mais racional, economicamente falando. Claro, ninguém aqui vai negar que carros são divertidos, convenientes, confortáveis, bonitos e agradam às mulheres. Porém, custam caro. Muito caro. Usar táxi para realizar todas as suas atividades diárias pode compensar mais do que ter um carro, se você mora perto do centro. Considere o seguinte: uma viagem em bandeira 1 do centro da cidade até a Terceira Perimetral não costuma passar de R$ 15. Se você mora nesse círculo e for e voltar ao trabalho de carro todos os dias, gastará R$ 750 por mês, em média. Muito menos do que o valor de uma prestação de automóvel (60 vezes de R$ 487 para um Uno Mille 1.0 bagaceiro na Caixa Federal), mais gasolina, estacionamento, impostos, seguro e os inevitáveis consertos.

Embora sua análise seja feita sobre dados geográficos de Porto Alegre, acho que pode ser transposta à Curitiba. Para a maioria dos bairros que circundam o centro, uma viagem de táxi centro/bairro não passa de 10 reais. Se levarmos em conta que qualquer estacionamento no centro custa pelo menos 10 pilas para umas 4 horas, o taxi já está compensando. Sobretudo para sair pra beber. Mais segurança, já que o motorista do taxi dificilmente vai estar embriagado, menos preocupação (ultimamente já ouvi dois relatos de roubo de pneu step em estacionamentos) e menor custo.

Taxi on Brooklyn BridgeClaro que, como também aponta o Träsel, isso vai contra boa parte dos valores ardorosamente cultivados na sociedade atual. Ter um carro particular assegura certa individualidade, independência (ainda que isso possa ser questionado), e - obviamente - um status que boa parte das pessoas está buscando. Pode ser muito cool posar de alternativo ou ecologista, frequentar a bicicletada, e contar para as meninas que você veio de bike para salvar o planeta mas talvez não seja tão admirada a proposta de ir para aquele motelzinho esperto na garupa da magrela.

Mas, de qualquer forma, considero a rede de taxi de Curitiba muito boa e suficiente para garantir independência de locomoção urbana, inclusive com fins de entretenimento adulto. Existe um grande número de empresas que operam na bandeira 1 24h/dia, possuem telefone 0800, e um número de carros grande o suficiente para que nunca se fique mais de 10 minutos esperando, depois de chamá-lo. Recentemente estão surgindo ainda boas novidades: carros com sistema de GPS e pagamento com cartão de débito. Sem risco de ser engabelado pelo motorista, já que o mapa na tela mostra exatamente o percurso que deve ser feito, e sem necessidade de ficar andando com dinheiro de papel por aí.