agosto 2008
S T Q Q S S D
« jul   set »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

amigos

Categorias

Arquivos

Archive for agosto 16th, 2008

úlcera, Dunga e um bocado de falta de nicotina

sábado, agosto 16th, 2008

Tá legal, tão achando que eu vou falar de futebol né? Sério, eu bem queria.. A situação atual converge pra um discurso [ou questionamento] de ‘onde é que está o futebol brasileiro?’ Já disse, reitero, não faço nem menção a torcer contra nossa seleção, mas tá ficando cada vez mais difícil. Não sei qual tem sido meu maior problema: as crises de abstinência de nicotina ou me submeter a sessões de tortura como esta de hoje, acordando cedo pra ver essa patifaria que estão chamando ‘futebol’ lá do outro lado do mundo. Tô precisando marcar horários extras com meu analista ou talvez procurar logo um psiquiatra - antes que o gastro seja a medida final.

Sinceramente, pros que me conhecem não é novidade, não pertenço à casta dos esportistas, porém, gosto da coisa e acabei me tornando um exímio expectador. Tenho acompanhado tudo quanto posso dos Jogos Olímpicos, dormindo poucas horas por noite; vejo vitórias, vejo derrotas, mas o que me incomoda é ver ‘corpo mole’ [pra não chamar outra coisa], aquilo tudo que vimos na copa do mundo de 2006. Juro que no jogo de hoje pensei “em quem deverá ter sido a convulsão desta vez?” - porque depois deste episódio, hão de convir comigo que jogamos bem só uma copa américa.

Dunga é o problema? Não sei. Afirmá-lo seria dar tiro no pé, já que - seguindo as entrevistas dos jogadores no final das partidas - “tivemos dificuldades, a torcida sempre cobra espetáculo, o importante é que saímos com o resultado”. Mas é inegável que mexe mal! Em se tratando de uma competição futebolística tenho meu brio*. Tive a felicidade de ver homens, representantes da minha nação, inaugurando o gesto de erguer a taça ao final da campanha vitoriosa, e foi por cinco vezes. Que não foi o Dunga que escalou o Ronaldinho pra essa competição já sabemos, agora, parece provocação deixá-lo em campo; algo do tipo: “come and see your pathetic nike-boy.. look how he’s different.. man, he was awesome” [dito em inglês que é a língua do capital, claro!]. Nada pessoal contra o jogador, mas como disse o amigo André - que é gremista e viu o moleque crescer -, “até que seria interessante vê-lo se estrumbicando pra ver se serve de exemplo pros outros, aí neguinho se esperta!” Chega da salto alto minha gente!

Que venha agora Argentina ou Holanda! Não quero nem ver, mas vou.

Ademais, Cielo no topo do pódio me encheu de lágrimas muito mais que qualquer Phelps. Quero ainda, antes do fim, indicar novas modalidades pras futuras edições dos jogos: polichinelo sobre cabo de aço; rolimã vendado; bola na boca do palhaço; maior alcance, em altura, de cerveja espirrada na parede após chutar involuntariamente seu próprio copo [inclusive, acredito ainda ser o recordista nesta modalidade]; fritar pastel pelado; e a máxima baconiana:  corrida de havaiana no ladrilho ensaboado (com variações de inclinação do piso, chegando ao máximo em 45º) [idéia originalmente concebida pela mente brilhante do Fabinho].

*brio tem aqui um duplo sentido interessante, pode ser ’sentimento da própria dignidade, garbo’, ou ‘espécie de musgo’. Pra que lado será que eu vou hein?