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a quarta do mundo é nossa!

By ßøRðe® | outubro 3, 2008

Quarta-feira é dia de cartel - assim como as quartas-feiras das reuniões de Freud. Confesso que de alguma maneira - que ainda me é estranha - esse dia específico da semana tem tido ares peculiares, tem um mês aproximadamente. Noites precedentes especialmente mal dormidas, trabalho pesado de manhã, tarde apressada e noite de associações livres confabulatórias.

Essa semana não podia ser diferente! Aproximadamente quatro horas dormidas, muita água caindo do céu, reunião de cara, atendimentos, recontagem de banco de horas, saída adiada por trinta minutos mas realizada com sucesso, entro no carro e percebo que choveu também do lado de dentro, almoço básico e sonolento [salada pra danar, aquela parada de feijão com farinha que não é tutu, zóião e costela ao molho], casa, atualização da prefeitura [abordagem mínima contra tabagismo - nada mal - muitos médicos], boteco em frente à Mãe Curitibana pra comer algo.

Aí é que tá o diferencial, o tio me serviu e tocou o telefone, ele foi atender. Comi lá o bauru assado e fiquei de olho na estufa para uma nova investida, rodeando também a geladeira pra pegar um chá assim que servido. Começa a chegar gente, dinheiro na mão, fitando salgados, um pega uma béra, uns vão se debruçando no balcão, gente molhada. E o bigode à vontade falando baixinho e olhando pro chão, como quem toma pito da mãe sem direito a réplica. Mudei de salgado duas vezes e nada. Pensei em um chips, “melhor não”. Alguns desistem e partem pra rua ensaboada de paralelepípedos. Cansado, colei na cara do bigode e fiz [mais uma vez] cara de quem queria ouvir a conversa pra ver se logo desligava. Infrutífero! Passaram-se mais uns cinco minutos quando isso aconteceu. De saco cheio saquei a grana e não pedi mais nada, ele olha pra mim e diz “foda, né?”, digo “sim”. Saio pensando em outra possibilidade alimentícia.

No caminho vou observando as ruas que nunca passei pra ver se pinta uma padoca. Nada! Chego a meu destino quando algo se me apresenta à consciência, “por que que eu não pensei nisso antes?” Estou na Paula Gomes [lembra do post 'o filho do cara'?]! Desci algumas poucas e cheguei. Outro clima, um casal tomando uma no balcão, dois na DSC00274ponta perto da porta e mais dois jogando uma sinuquinha. Aponto pra estufa e disparo “nada de bolinho de carne?”, e o Magrão “acabei de botar o azeite”, eu “isso nos dá quanto tempo?”, ele “oito minutos!”, “ok, veja um coca daquela de garrafa e um cinzeiro”. Gente de casa, excetuando eu e o casal todos se chamam pelos primeiros nomes. A partida termina e eu antes de findar o cigarro já estou com meu pedido à frente. Não que o compare a um banquete, mas tem lá seu charme e sabor que recomendo a quem visite Curitiba. Coma um bolinho de carne no torto!

Depois disso foi só alegria, ainda tinha uns 25 minutos até a reunião. Cheguei até  o local e ainda dei uma pestanejada dentro do carro com barulhinho de chuva. O cartel está nos finalmentes, Bgu e Cuiabá apresentando já textos parciais. Eu e Jess nas elucubrações. Chegando em casa o dia ainda não acabou, ainda tem produção de texto e uma pequena lá bem longe, mas isso é papo pra outra ocasião.

Viva a quarta-feira!!

Topics: quotidianidades |

2 Responses to “a quarta do mundo é nossa!”

  1. nii Says:
    outubro 3rd, 2008 at 11:46 am

    “Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos! Nas grandes ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade. Por isso tenho horror das grandes ocasiões. Prefiro as quartas-feiras.”
    Mário de Andrade

    *Pelo menos dessa vez o “evento” é em Curitba.

  2. ßøRðe® Says:
    outubro 3rd, 2008 at 6:39 pm

    valeu!

    adorei!

    e bem vinda novamente!

Comments