Archive for novembro, 2008
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domingo, novembro 23rd, 2008
Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para crianças.
(Via: Solda)
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constato:
domingo, novembro 23rd, 2008Deus que me perdoe – também não sou dos melhorzinhos – mas como tem gente feia nesse mundo, né não?
‘foi um ato de picardia’,
sábado, novembro 22nd, 2008argumentou o atacante Plasmati, jogador do Catania, sobre uma jogada que culminou em um gol de sua equipe, e que ele julga não ter tido participação. Se picardia ou não ardia no momento do lance eu não sei, mas o fato foi mesmo inusitado. Eis que Mascara, seu companheiro de equipe, foi cobrar uma falta. Ele ficou com mais dois esperando a cobrança e, no momento em que a bola seria alçada, os três abaixaram os calções, ficando apenas de cuecas na frente do goleiro, que acabou sofrendo o gol. Seu time venceu o Torino por 3 a 2, e segue na 7ª colocação no Campeonato Italiano.
- Foi um ato de picardia, e não uma falta de respeito com adversário e público – afirma, em entrevista ao jornal “Gazzetta dello Sporte”.
- O mérito do gol é todo do Mascara. Nós, companheiros, atrapalhamos a barreira e corremos para dentro da área para atrair os adversários. Nos mexemos para criar espaços.
Por fim, Plasmati afirma que não vai sofrer nenhuma punição, simplesmente porque não há nenhuma regra que proíba os jogadores de abaixarem os seus calções.
- É proibido pelo regulamento? Não. É obstrução? Não, não acredito que seja. Parece um ato obsceno? Eu não fiquei pelado…
Confesso que nada do gênero havia me ocorrido antes. O máximo que cheguei perto de imaginar uma situação como essa foi bem diferente. Meados de mil novecentos e disco da Xuxa tocando ao contrário, as equipes de handebol de Iporã vão pra minha terra natal pra participar do campeonato estadual [ou coisa que o valha]. Não obtiveram lá muito êxito em suas disputas, mas a diversão foi garantia de sucesso! Lembro-me, voltando à situação, que em um jogo do masculino o time todo tinha subido, deixando a defesa inteiramente aberta. Obviamente sobrou bola pro contra-ataque e vinham subido três integrantes adversários quando Ameba tem a brilhante idéia de, em alcançá-los, jogar-se contra o chão criando um obstáculo no qual dois destes viriam a tropeçar e cair perdendo a bola e a chance do gol. Mas ninguém ficou seminu, apesar do improviso – ao menos não em quadra!
*fonte: Globo Esporte
“abordar navios mercantes”
sexta-feira, novembro 21st, 2008Quem não se lembra do Paulo Ricardo, grande ícone do roquenrôu oitentista brasileiro, mandando ver nos vocais da RPM [e o baixão só nas tônicas!]? É isso aí.. Só não sei se ele imaginaria que no ano de 2008 ainda contaríamos com um grupo tão organizado de piratas saqueando e sequestrando petroleiros pelo mundo afora. Bom, se ele assistiu o último Rambo da série talvez tenha tido notícia, ou talvez tenha levado pro lado ficcional. O que importa é que a gente de vez em quando brinca de pirata por aqui, coloca tapa-olho sem real necessidade, espadinha de madeira, lenço na cabeça e barris de chopp com rum, mas tem gente levando a sério a fantasia.
Se você ainda não entendeu nada, calma que a explicação vem agora. É que tem um “superpetroleiro” saudita sequestrado há seis dias por piratas na costa africana. O jornal El Pais diz que o resgate de €25 milhões deve ser pago em 10 dias ou “medidas desastrosas” estariam por vir. John Brunett, pasmem: especialista em pirataria moderna, diz que “No mundo marítimo, esses superpetroleiros são como as frutas mais baixas das árvores. […] São alvos fáceis.”
As proporções da embarcação impressionam - o superpetroleiro é três vezes maior do que um porta-aviões americano, por exemplo. A imensidão do navio, porém, é justamente sua fragilidade. Cheio, a embarcação fica a somente 3,5 metros de altura da linha do mar, deslocando-se a cerca de 22 km/h. Na ação, os piratas atracaram na traseira do navio saudita - área que seus radares não cobrem - e facilmente tomaram o convés.
A pirataria na costa leste africana difere daquela praticada em outras regiões vulneráveis, como o sul da China e o Estreito de Malaca, entre Indonésia e Malásia. Nessas localidades, piratas costumam abordar navios para simplesmente roubá-los, enquanto a pirataria na Somália é marcada pelo seqüestro de embarcações. As ações na África exigem um alto grau de especialização, o que faria dos piratas somalis “descendentes diretos dos piratas do século 17”, segundo Adrian Tinniswood, historiador do tema.
Brunett ainda afirma que não dá pra crivar o petroleiro de Rambos embazucados pois uma troca de agressões com os bucaneiros poderia causar uma catástrofe ambiental. Então, veja só a que ponto anda a coisa, não se tem o que fazer contra os ditos cujos. Falam em colocar câmeras de segurança, mas que diabos câmeras fariam de útil no meio do oceano? Tinha que encher um megapetroleiro desse de água, chamar a patota toda [Esquadrão Classe A, Bradock, MacGiver, GIJoe, He-Man, Jaspion, Freddy Kruegger, Vanila Ice, Remo, Chuck Norris, Kojak, Falcon, etc] e explodir com esses caras. Ou então botar o Lula lá na África pra finalmente resolver o problema da distribuição de renda, assim como ele fez aqui. Vai dizer que vocês não perceberam a diminuição no índice de ataques de piratas na costa brasileira?
*fonte: O ESTADO DE S.PAULO
porque no rio tem pato comendo lama
quinta-feira, novembro 20th, 2008Taí um vídeo que recebi por e-mail da mais que queridíssima amiga Priscila. Trata-se de um esculacho de uma canadense, Severn Suzuki, durante a ECO 92, no Rio de Janeiro. É de ficar, PELO MENOS, de queixo caído. Só fico pensando se as palavras foram bem aproveitadas: será que alguém faz uso delas? Não como estamos fazendo, aqui, num post. Uso cotidiano! Será?
Valeu Pri!
Aproveitando o ensejo ecológico-ambiental, fica também a propaganda do Green Peace, veiculada há um tempinho na tv.
E você? Tá fazendo o que?
axe dry
quarta-feira, novembro 19th, 2008Mais um que anda bombando na opinião da galera!
Muito bom! Parabéns!
nós, iluminados,
segunda-feira, novembro 17th, 2008“feijão com pipoca e palavras no pires”
quinta-feira, novembro 13th, 2008O multi-artista curitibano Paulo Leminski (1944-1989), poeta, escritor, tradutor, biógrafo, ensaísta, publicitário, músico, letrista, professor de cursinho pré-vestibular e de judô, será o homenageado neste próximo espetáculo do Grupo de MPB da UFPR.
O repertório, selecionado a partir da significativa obra musical de Leminski, inclui canções já consagradas (dentre elas, parcerias de Ivo Rodrigues - vocalista da Banda Blindagem - com o poeta), outras nem tanto, além de raridades pinçadas pela minuciosa pesquisa feita pelo próprio grupo, apresentando inclusive duas obras absolutamente inéditas. O roteiro do espetáculo foi inteiramente montado a partir da produção artística leminskiana.
Além das músicas, o texto traz poesias, hai-kais, frases e trechos de prosa, buscando a harmonização das expressões musical e cênica.
Direção Musical, Regência e Arranjos – Doriane Rossi
Direção Cênica e Roteiro – Alexandre Bonin* DATAS:
- 14 e 15 de novembro de 2008 (sexta e sábado) às 20h30
- 16 de novembro de 2008 (domingo) às 19h00* LOCAL:
- Teatro da Reitoria da UFPR (Rua XV de Novembro, 1299 - Centro – Curitiba/PR)* ENTRADA FRANCA
Sei que essa galera é mesmo de responsa! Caso o caro leitor não se lembre, teci aqui alguns comentários sobre outro espetáculo dos caras, ‘O Amor é um Rock’, inspirado na obra de Tom Zé, que eu e o Rodrigo fomos ver no fim de junho. Leminski sempre foi um ícone de nossa terra e quem já teve contato com alguma de suas obras sabe bem o porque. Aposto que nada perde quem ousar conferir!
Se interessou, vemo-nos por lá!
encoste o seu na parede porque já começou a baixaria!
quarta-feira, novembro 12th, 2008bebadosamba
terça-feira, novembro 11th, 2008Sim! Bêbado samba e bebe do samba quem tem boca, goela e ouvido atinado! Tô devendo [pra mim mesmo] há um tempão falar sobre o disco do Camelo, vulgo Marcelo Campelo, ou, se preferirem, Lula Molusco Barbado. Pois é, o cara tem alguma coisa que me atrapalha a cabeça, dá um circo-cirquito aqui e o troço fica estranho. Mas tô falando da estranheza freudiana mesmo, daquela que ao mesmo tempo é tida como justo e avesso, alheia e íntima, unheimlich e heimlich. E isso [Tuchê é testemunha viva] vem desde o 4, dos Manos Herlos, disco que também me causou certa inquietude e necessidade extrema de saturação à exposição. Só pra colocar em números, no que o meu perfil do last.fm tem registrado de vezes que o sou tocou aqui em casa [fora o que eu ouço diariamente no carro, academia, ou cantarolo por aí], foram 136 execuções – pra 14 músicas é uma quantia razoável, hein? tenho a discografia do Lenine e conto com mesmas 136 execuções em seu nome. Mas isso tudo é só pra introduzir os cometários a seguir.
Li por aí muita gente que não gostou do disco, execraram o menino, e tinha até gente metendo zóio ruim, torcendo pro Amarante humilhar o corcovado companheiro de banda com algum trabalho solo. Sei que depois de assumir a necessidade de ouvir exaustivamente fica até difícil falar mal, mas não é esse o objetivo. Já tem uma cambada de mané xingando por prazer, não sou disso. Tenho algumas ponderações e acho que não sou o único a chegar a elas.
Camelo tem samba na veia e na pegada; no som nem sempre, mas mesmo quando não, dá pra sacar. Gosto disso! Tem também algo que vem do 4 soando como um experimentalismo ou qualquer coisa que o valha, isso mais me aborreceu do que alegrou no disco. Como exemplo cito a faixa 1, ‘Téo e a Gaivota’ que eu ouvi duas vezes e quase deletei, não ouço mais. Outra coisa que cansa é a falsetagem que o menino aprontou. Não gostei! Isso vem de tempos já [vide ‘De onde vem a calma’ e seu final à la Radiohead, entre outras], mas não precisa tanto. Tem quem precise disso tipo Oswaldo Montenegro e Dave Matthews, ele não.
“Isso lá é bom?” é uma ótima frase! Inegável que o cara manda bem nas letras, que, tudo bem, diminuíram um pouco e ganharam outra consistência, mas continuam boas! Introspectividade até o talo!
‘Liberdade’ é uma que eu ouvi bastante; tem o aroma de Amélie Poulain [provavelmente pelo acordeon de Dominguinhos] e a sensação de caminhar pelos campos de trigos roçando as mãos nas espigas [como no filme ‘Gladiador’]. ‘Janta’ é bonitinha principalmente por ter a Mallu – que, na minha opinião, desafina bem pra cacete! O arranjo de ‘Vida Doce’ me lembrou o show ‘Milagres do Povo’, produção e execução do Tuchê, com Dimi e Andriirso. ‘Menina Bordada’ é uma graça e me lembra uma graça de menina [que eu espero que cuide bem de mim!]! ‘Saudade’ e ‘Passeando’ tem duas versões e eu me pergunto a razão mesmo sabendo a resposta. ‘Santa Chuva’ ficou legal, bem Camelo [saca quando você pensa “nossa isso é Caetano pra caralho”? então, essa é Camelo pra dedéu!]. Aí neguinho vem falar mal de ‘Copacabana’ e argumenta que o Chico já fez isso em 66.. Ah, vai pra PQP!! Então vamos jogar todas as guitarras no lixo porque já tivemos o Hendrix, o Vaughan e o Page??
Camelo na minha opinião mandou bem no disco! Tem essas coisa que eu assumo não ter gostado, mas o cara foi autêntico! Isso é fato! Chamou ali a rapaziada do Hurtmold pra pilotar os instrumentos [aliás, interessante ele ter chamado uma banda paulista pra fazer o som!] e estão todos de parabéns!
Incontestável é a afirmação que Marcelo Camelo já é um grande molusco no meio artístico!
Eaê? Já ouviu?















