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sem coquilha

By Rodrigo | novembro 30, 2008

Levar tapa na cara, soco no estômago e chorar de dor. Envolvimento real, fazer falta, sentir falta e faltar. Cair em chão liso, levantar e andar mancando. Ostentar cicatrizes, tatuagens portuárias, âncoras e eu amo a mamãe. Não aos tapinhas nas costas, sorriso amarelo e oi tudo bem. A vida de verdade, aquela que não deixo me levar, mas encho de tapas e saio arrastando pelos cabelos. Submergir onde o ar é mais escasso e a paisagem mais bela. Overdose de vida, nem de fuga nem de esquiva. Sexo sem pudores, amores e bebidas fortes. Desfazer da covardia fugidia, travestida em calos e maquiagens. Medo não insinuado, revelado e esfregado na cara. Vergonha, formigamento no rosto e lágrimas depois. Mais tapas na cara, porque os que já foram não bastam. Mais olhos roxos, lábios e corações partidos. A vida em profundidade, discutir filosofia ou parafilia. Abraçar amigos, ei cara, tambem fui ferido, também já brochei. Dispensar prazeres instantânos, dores maquiadas, centelhas coloridas e ínfimas. A sangria visível, o sorriso sincero e o te amo, meu bem.

Topics: graveleux, literaltices |

3 Responses to “sem coquilha”

  1. Nii Says:
    dezembro 1st, 2008 at 7:56 am

    Cuida de ti.
    Procura abrigo e não deixa ninguém ver.

  2. Rodrigo Says:
    dezembro 1st, 2008 at 9:41 pm

    por que será ?

  3. ßøRðe® Says:
    dezembro 5th, 2008 at 7:12 am

    o esfregar de olhos com as mãos cheias de pólvora certamente não é um afago.

Comments