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soma 8
By ßøRðe® | dezembro 2, 2008
Nas ruas e pra download! Saca só que o número tá mesmo imperdível! Quem me cantou a bola foi Mateus Potumati, redator da revista, amigo, apaixonado por lápis bem apontados e jornalismo gonzo, esquizoativo, batera [com a pegada mais grunge que eu já vi ao vivo], e livre pensador [que nas horas vagas canta um Iggy Pop com os camaradas].
É meu primeiro contato com o material e, se a primeira impressão é a que fica, já me ganharam! A revista é recheada de atrações do cenário underground nacional e mundial. Fica nítido que o foco é impulsionar essa cultura que muitas vezes é banida pra debaixo do tapete [salve Milton Santos!]. Muita música – de lounge punk rock a orquestra de ritmos afro-brasileiros – de uma moçada que dá o que falar – literalmente!
Desenhos, pinturas, HQ, e artes gráficas em geral. Com destaque, na minha opinião, para a fotografia de JR e seu Projeto 28 Milímetros: Mulheres.
O artigo De Olhos Bem Abertos de Debora Pill trata desta obra do fotógrafo francês, realizada no Morro da Providência, no Rio de Janeiro. ‘Sua idéia é identificar mulheres que vivem em áreas de conflito e têm histórias de luta e superação, entrevistá-las, fotografá-las e colar seus rostos na própria comunidade. “O objetivo é voltar a atenção para essas mulheres guerreiras e suas histórias de luta, levar dignidade e apoio à sua atuação”, resume o moço.’ A perspectiva, diria psicanalítica, do artista transcende mera contemplação e nos leva à pedra filosofal no que se refere a arte: quem olha e quem é olhado? “Os retratos feitos por JR olham o asfalto, são eles que nos observam agora, do morro para o asfalto. É uma troca de perspectiva. São vítimas da exclusão, da violência, da dengue, da bala perdida que nos olham. São também trabalhadores honestos e cheios de talento que nos olham. Gente que inspira fé e exala esperança. E que, como a arte de JR, não dá respostas e, sim, provoca perguntas” – finaliza de maneira brilhante Debora. Obrigado! [aliás, obrigado mesmo pela menção ao ‘Agora é que são elas’!!]
Tem ainda um ensaio sobre o tédio por Gustavo Mini, que em muito me lembrou de uma apresentação da Doutora Olgária Matos aqui em Curitiba [a saber, ‘Mal-Estar na Temporalidade – O Ser Sem Tempo’, onde ela explorou a análise benjaminiana do “mal-estar na temporalidade aproximando Blanqui e A eternidade pelos astros, o Eterno Retorno de Nietzsche, o spleen baudelairiano e o fetichismo de Marx com os quais reflete sobre a Langeweile, monotonia que corresponde ao tempo plasmado no presente, dominado pelo poder da contingência sobre a vida de cada um.”]. Para ler mais do Gustavo acesse: www.oesquema.com.br/conector.
Taí o site da revista: +SOMA: SUA DOSE DIÁRIA DE CULTURA INDEPENDENTE!
Valeu, Mateus, pela dica! E parabéns a toda a moçada pelo trabalho!
Mande sempre notícias daí que eu atualizo a galera de cá!
Abraço!
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