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ah!, a música…

quinta-feira, maio 21st, 2009

Ando sempre entre tapas e beijos com a moça! Intempestivas intempéries arrobam minh’alma volta e meia, então nos separamos – mas nunca por muito tempo. E me ocorre justo esta volta agora mesmo. O Dimi, exímio professor de máximas, uma vez, quando questionado se se lembrava de uma canção, respondeu “como é que eu vou lembrar se eu não esqueci?”. Fabuloso, não? Se bem que hoje ele deve ter se esquecido. Eu não consigo! Uma nova banda se forma, e com amigos! Com ela todo o way of life musical; pensamentos melódicos, compassados e tímbricos. Qualquer coisa – como a querida camisa da seleção, por exemplo – é motivo pra samba – rock, funk ou baião.

Em meio a impulsos tendentes à busca de uma linguagem, o mundo externo. Este parâmetro/referência tão influente – “mar aberto, mar adentro, mar imenso, aberto, sem cais” [Veloso]. É, tô ouvindo esse zii e zie, disco novo do Caetano. Prefiro os antigos; no que diz respeito à identificação parei no Noites do Norte, mas isso é coisa minha. Sua poesia e sonoridade são outras e até acho isso válido, eu é que não queria congelá-lo! Apesar de nossas diferenças – e queda – ainda estou mais perto dele do que do Coldplay, que é outra coisa que ouvi. Lançaram o Leftrightleftrightleft, para download gratuito, como uma homenagem aos fãs; aí fui lá sorrateiramente, como não fã que sou, e baixei. Enfim, chover no molhado afirmar minha medíocre tolerância – principalmente depois de ler Regis Tadeu quebrando tudo –, vide, por exemplo, o comentário do Nélio: “estávamos em casa discutindo o seu gosto musical”. Ok! Cada um com seu palato, cada um com seu palato! Mas como o lance é linguagem e não paladar, língua torta à procura de um amor.

 

Como já descobrimos há muito tempo, a arte oferece satisfações substitutivas para as mais antigas e mais profundamente sentidas renúncias culturais, e, por esse motivo, ela serve, como nenhuma outra coisa, para reconciliar o homem com os sacrifícios que tem que fazer em benefício da civilização. […] as criações da arte elevam seus sentimentos de identificação, de que toda unidade cultural carece tanto, proporcionando uma ocasião para a partilha de experiências emocionais altamente valorizadas. E quando essas criações retratam as realizações de sua cultura específica e lhe trazem à mente os ideais dela de maneira impressiva, contribuem também para sua satisfação narcísica.

FREUD – O Futuro de uma Ilusão