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Enfim, jornalista!
quinta-feira, junho 18th, 2009É, agora sou jornalista! Se depende apenas do ‘direito de informação’ e ‘liberdade de expressão’, reitero: sou jornalista! O STF derrubou a exigência de diploma de jornalismo para esta profissão. Tem pano pra manga ainda, alguns argumentos pró e
muitos contra, mas o que me interessa é que agora posso me colocar à altura o Seu Bolacha, por exemplo [não, quanto a isso podem ficar tranquilos; não dormiria a noite me pondo neste patamar]. Mas hão de concordar que tem algo aí de certo em meio a todas incertezas da decisão. O Bolacha, novamente, recebeu um certificado por tempo de serviço na área. Ele não colou a bunda em carteira alguma pra chegar ali. Demérito? Muito pelo contrário! O que chamo de certo é justamente o reconhecimento devido ao cidadão que tá ali ralando no dia a dia pra fazer a notícia chegar fresquinha à sua mesa no café da manhã. Achei uma justificativa bem vaga essa de que ‘o curso de jornalismo não garante que o fato seja noticiado como deve ser’. Existe alguém no mundo que me dá essa garantia? Diga aí Dimi, você que é formado em história, o que tem a dizer sobre esta justificativa?
Que qualquer um pode veicular uma informação, tudo bem, fazemos isso há 1 ano aqui no oito. Mas tem mais coisa que pode ser pensada por aí. Esse ‘como deve ser’ é que acaba caindo em questão. A exigência de um diploma – para designar que um alguém pode vira a informar outros alguéns – foi imposta por um decreto-lei em 1969, em meio à ditadura militar. Partindo deste ponto, não causa estranhamento
pensarmos em certo tipo de controle e, corrijam-me se eu estiver errado, certo tipo de poder. Tendo em vista isso tudo e sabendo da manipulação acadêmica sujeita ao supracitado exercício de governo dá pra arriscar julgar certo o fato de que anyone possa fazê-lo. Claro, não quero aqui derrubar a formação de jornalista – e, caso não tenham entendido, viso o contrário. Também não quero cair no mérito de discutir que estamos em uma """""democracia""""" [entre várias aspas] e não existe mais manipulação acadêmica. Porém, jamais sairá de minha boca algo que vise denegrir a formação técnica do profissional jornalista. Óbvio, um jornal nunca perdeu – e não perderá – crédito por ter não diplomados teclando ali alguns caracteres [temos como expoente o ‘jornalista’, citado por Gilmar Mendes, Nelson Rodrigues – de família tradicionalíssima na história da imprensa brasileira]; ou estou errado?
Mas não se preocupem que não estou aqui querendo nem ensaiar um desfecho pra isso tudo. Agora, elucubram por aí sobre a possibilidade de isso acontecer a outras profissões. Será?














