dica cultural
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sábado, maio 30th, 2009Repetindo o encontro de 2006, a Orquestra À Base de Sopro vem gravar o seu primeiro DVD executando uma obra elaborada especialmente para ela por Arrigo Barnabé: “Metamorfose”; além de uma adaptação do clássico de 1980 “Clara Crocodilo”, com a presença do autor e as cantoras Daniella Gramani, Helena Bel e Thayana Barbosa.
Pois é, moçada. Taí ó! Tem que ver porque é demais! Na ocasião deste primeiro encontro, em 2006, estive lá pra conferir [foram 2 exibições no teatro do museu do olho, e claro que eu fui nas 2!] e saí muito satisfeito com o que vi. Portanto, o convite está feito aos nossos leitores. Pra quem não conhece a obra do cara e da OABS esta é a oportunidade perfeita!
Classificação: Livre
Dia 4 de junho, 21h. Abertura do teatro a partir das 20h30
R$ 20 (valor sujeito a alteração); Portadores do Cartão do Teatro Guaíra tem 30 % de desconto
Pontos de Venda: Bilheteria do teatro (atendimento de segunda a sábado, das 12 às 21h)
Endereço: Conselheiro Laurindo, s/nº - Centro, Curitiba (PR).
Telefone: (41) 3304-7982
O cinema de Valêncio Xavier
quinta-feira, dezembro 25th, 2008
Os dias entre o Natal e o Ano novo são inevitavelmente desprovidos de opções de entretenimento numa deserta e chuvosa Curitiba. Pra quem não está torrando na areia e tomando cervejas a beira do mar ou em um retiro espiritual entre senhores com expressões simpáticas e meninas com nomes de estrelas, restam apenas poucas opções para aproveitar o delírio do verão. Entre as boas opções curitibanas (que são raras, a maioria é uma merda) destaco a mostra O Cinema de Valêncio Xavier, a ser exibida na Cinemateca.
Escritor com escrita bastante livre e reconhecidamente experimental, Valêncio Xavier obteve sucesso no final dos anos 1990, quando parte de sua obra foi publicada pela Companhia das Letras. E ganhou projeção nacional ao ser elogiado pelo escritor Décio Pignatari. Além de ter alguns dos melhores títulos já feitos, como “Meu 7º Dia” ou “Minha Mãe Morrendo e o Menino Mentido”, Xavier foi o fundador da Cinemateca do Museu Guido Viaro, que posteriormente se tornou a Cinemateca de Curitiba, tendo tido grande importância para o estudo e o desenvolvimento do cinema no Paraná e no Brasil. Atualmente a Cinemateca da Fundação Cultural de Curitiba é referência em todo o Brasil e também no exterior.
Você pode ler um conto de Valêncio Xavier e abaixo a programação da mostra:
O CINEMA DE VALÊNCIO XAVIER
De 26 a 28 – sessões às 15h30 e 20h – Entrada franca
Cinemateca de Curitiba - Sala Groff
Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270
Programa I – classificação livre
Dia 26, sessão às 15h30 e 20h:
CARTA A FELLINI, 1979, retratação sensível e bem-humorada do universo mítico curitibano e seus ícones populares. – 11’.
RONES DUMKE, 1980, documentário sobre a obra mágica deste desenhista e pintor paranaense. – 7’
POTY, 1980, documentário sobre a trajetória e a arte da gravura do paranaense Poty Lazarotto, um dos principais do Brasil. – 5’30’’
PAINEL DO IGUAÇU, 1988, documentário sobre esta obra de Poty no Palácio Iguaçu no Centro Cívico em Curitiba. – 14’30’’
POSTUMA CRETÃ, 1980, produção de Valêncio Xavier, direção de Ronaldo Duque. Documentário sobre a morte do cacique guarani Ângelo Creta em circunstâncias estranhas, quando ele liderava a luta em defesa das terras da Reserva de Mangueirinha no Paraná. -10’.
Programa II – classificação 16 anos
Dia 27, sessão às 15h30 e 20h:
O CORVO, 1983, com Sola Barbosa, livre versão do famoso poema do americano Edgar Allan Poe, na tradução do poeta Reinaldo Jardim. Narração de Paulo Autran. - 12’.
O PÃO NEGRO, UM EPISODIO DA COLONIA CECILIA. 1994, com Francisco Nogueira, Lala Schneider, Luthero Almeida, Milton Camargo Jr., Sonia Moreno, Manoel Carlos Karam, Emilio Pitta, Lucio Weber. - Reconstutuição da experiência anarquista com dramáticos desdobramentos – por exemplo, a prática difícil do livre relacionamento de casais - implantada pelo italiano Giovanni Rossi em Palmeira, nos campos gerais do Paraná, entre 1889 e 1893. -37’.
A VISITA DO VELHO SENHOR, 1976, co-direção com Ozualdo Candeias, com José Maria Santos e Marlene Araujo – Metáfora em torno do sentimento passional trágico, a partir da adaptação de um conto gráfico de Poty Lazarotto publicado na revista Panorama. – 14’
Programa III – classificação livre
Dia 28, sessão às 15h30 e 20h:
OS ONZE DE CURITIBA – TODOS NÓS, 1995, filme sobre a via-crucis de um grupo de intelectuais , encarcerados pela ditadura militar em 1978, acusados de incutir marxismo em crianças numa pré-escola em Curitiba. – 55’.
Classe
quinta-feira, dezembro 25th, 2008Porque tudo pode piorar um pouco
domingo, dezembro 7th, 2008
Em tempos de pujança e regozijo natalino, quando todos são subitamente contaminados por uma idiotia sem igual e o clima de festa e união destrói sem piedade qualquer senso crítico possível, ofereço um belo presente, digno de amigo secreto de empresa. Como se as canções natalinas já não fossem péssimas o suficiente, alguém com espírito natalino de porco agraciou o mundo com versões disco das preciosidades. Vale como curiosidade mórbida ou pra espantar a tia chata no final da festa.
soma 8
terça-feira, dezembro 2nd, 2008Nas ruas e pra download! Saca só que o número tá mesmo imperdível! Quem me cantou a bola foi Mateus Potumati, redator da revista, amigo, apaixonado por lápis bem apontados e jornalismo gonzo, esquizoativo, batera [com a pegada mais grunge que eu já vi ao vivo], e livre pensador [que nas horas vagas canta um Iggy Pop com os camaradas].
É meu primeiro contato com o material e, se a primeira impressão é a que fica, já me ganharam! A revista é recheada de atrações do cenário underground nacional e mundial. Fica nítido que o foco é impulsionar essa cultura que muitas vezes é banida pra debaixo do tapete [salve Milton Santos!]. Muita música – de lounge punk rock a orquestra de ritmos afro-brasileiros – de uma moçada que dá o que falar – literalmente!
Desenhos, pinturas, HQ, e artes gráficas em geral. Com destaque, na minha opinião, para a fotografia de JR e seu Projeto 28 Milímetros: Mulheres.
O artigo De Olhos Bem Abertos de Debora Pill trata desta obra do fotógrafo francês, realizada no Morro da Providência, no Rio de Janeiro. ‘Sua idéia é identificar mulheres que vivem em áreas de conflito e têm histórias de luta e superação, entrevistá-las, fotografá-las e colar seus rostos na própria comunidade. “O objetivo é voltar a atenção para essas mulheres guerreiras e suas histórias de luta, levar dignidade e apoio à sua atuação”, resume o moço.’ A perspectiva, diria psicanalítica, do artista transcende mera contemplação e nos leva à pedra filosofal no que se refere a arte: quem olha e quem é olhado? “Os retratos feitos por JR olham o asfalto, são eles que nos observam agora, do morro para o asfalto. É uma troca de perspectiva. São vítimas da exclusão, da violência, da dengue, da bala perdida que nos olham. São também trabalhadores honestos e cheios de talento que nos olham. Gente que inspira fé e exala esperança. E que, como a arte de JR, não dá respostas e, sim, provoca perguntas” – finaliza de maneira brilhante Debora. Obrigado! [aliás, obrigado mesmo pela menção ao ‘Agora é que são elas’!!]
Tem ainda um ensaio sobre o tédio por Gustavo Mini, que em muito me lembrou de uma apresentação da Doutora Olgária Matos aqui em Curitiba [a saber, ‘Mal-Estar na Temporalidade – O Ser Sem Tempo’, onde ela explorou a análise benjaminiana do “mal-estar na temporalidade aproximando Blanqui e A eternidade pelos astros, o Eterno Retorno de Nietzsche, o spleen baudelairiano e o fetichismo de Marx com os quais reflete sobre a Langeweile, monotonia que corresponde ao tempo plasmado no presente, dominado pelo poder da contingência sobre a vida de cada um.”]. Para ler mais do Gustavo acesse: www.oesquema.com.br/conector.
Taí o site da revista: +SOMA: SUA DOSE DIÁRIA DE CULTURA INDEPENDENTE!
Valeu, Mateus, pela dica! E parabéns a toda a moçada pelo trabalho!
Mande sempre notícias daí que eu atualizo a galera de cá!
Abraço!
Fumaça não é suspiro porque não é clara
sábado, novembro 29th, 2008Hoje rola uma receita delírio aqui na Oito.
A receita de uma bomba de fumaça muito fácil e segura de fazer e que garante efeitos muito divertidos, produzindo uma quantidade absurda de fumaça por volume de material.
Os ingredientes necessários para essa divertida brincadeira são:
- açucar refinado (esse mesmo de fazer caipirinha).
- salitre, que você compra com facilidade em lojas de jardinagem.
Além disso, você vai precisar de uma panela que será suja de um modo absurdo e imoral.
Vamos então aos procedimentos:
Em primeiro lugar misture 40% de açucar com 60% de salitre dentro da panela. Agora leve essa mistura ao fogo BAIXO. Se o fogo não estiver baixo, você corre o risco de preencher completamente sua cozinha com uma espessa camada de fumaça branca. Desagradável, mas nada muito perigoso. Fique mexendo a mistura o tempo todo, pra não grudar demais na panela. Quando estiver parecendo um mousse de chocolate, tire no fogo e despeje a mistura em um recipiente descartável ou em pedaços de papel alumínio. Não esqueça de introduzir alguns pedaços de papel ou fósforo como pavio. Espere endurecer bem. NÃO coloque no freezer nem na geladeira pra acerelar esse processo porque vai umidificar a bomba e cagar com tudo. Quando estiver totalmente duro, é hora da diversão (uma regra clássica).
Basta acender o pavio que você colocou e deixar a bomba sobre uma superfície não inflamável. Ela produz bastante calor e um pouco de faíscas, então não jogue em pessoas ou animais. Experimente fazer com diversas quantidades de ingredientes (mantendo a proporção) até encontrar o tamanho ideal pra quantidade de fumaça que você deseja produzir.
E divirta-se!
Obs. Tenho apenas fins educativos e não me responsabilizo por qualquer dano causado à sua pessoa ou a sua cozinha.
encontro com Milton Santos : O mundo global visto do lado de cá
sábado, novembro 29th, 2008Nem acredito que encontrei essa preciosidade por completo. Tudo bem, hão de questionar-me sobre o tamanho dos vídeos, etc e tal. Destarte anuncio que fico uns dias sem postar pra respeitar o tempo de vosso aparelho digestivo, e completo dizendo que se tiveres disposição pra vê-los todos ainda estarás sedento por mais.
Trata-se de um documentário de 2001, do cineasta Sílvio Tendler, no qual o geógrafo Milton Almeida dos Santos discorre acerca do fenômeno da globalização. Seu ponto de vista é de um mecanismo perverso, chega a cunhar o termo globalitarismo, referindo-se ao modelo como totalitário. O mais fenomenal no meu ponto de vista é que do alto de sua singeleza baiana, apesar dos paradoxos cada vez mais evidentes em nosso cotidiano, seu sorriso vem carregado de um otimismo nada barato.
Recomendo que vejam, pois senão nem postaria! Mas vejam quantas vezes quiserem! E como um favor peço que indiquem esse filme a algum conhecido que também possa ter interesse no tema [com certeza tem alguém, pensa um pouquinho e passa a bola!]. Lembrando sempre que, na sequência, estamos aqui pra um bate-papo.
Click to continue reading “encontro com Milton Santos : O mundo global visto do lado de cá”
porque no rio tem pato comendo lama
quinta-feira, novembro 20th, 2008Taí um vídeo que recebi por e-mail da mais que queridíssima amiga Priscila. Trata-se de um esculacho de uma canadense, Severn Suzuki, durante a ECO 92, no Rio de Janeiro. É de ficar, PELO MENOS, de queixo caído. Só fico pensando se as palavras foram bem aproveitadas: será que alguém faz uso delas? Não como estamos fazendo, aqui, num post. Uso cotidiano! Será?
Valeu Pri!
Aproveitando o ensejo ecológico-ambiental, fica também a propaganda do Green Peace, veiculada há um tempinho na tv.
E você? Tá fazendo o que?
“feijão com pipoca e palavras no pires”
quinta-feira, novembro 13th, 2008O multi-artista curitibano Paulo Leminski (1944-1989), poeta, escritor, tradutor, biógrafo, ensaísta, publicitário, músico, letrista, professor de cursinho pré-vestibular e de judô, será o homenageado neste próximo espetáculo do Grupo de MPB da UFPR.
O repertório, selecionado a partir da significativa obra musical de Leminski, inclui canções já consagradas (dentre elas, parcerias de Ivo Rodrigues - vocalista da Banda Blindagem - com o poeta), outras nem tanto, além de raridades pinçadas pela minuciosa pesquisa feita pelo próprio grupo, apresentando inclusive duas obras absolutamente inéditas. O roteiro do espetáculo foi inteiramente montado a partir da produção artística leminskiana.
Além das músicas, o texto traz poesias, hai-kais, frases e trechos de prosa, buscando a harmonização das expressões musical e cênica.
Direção Musical, Regência e Arranjos – Doriane Rossi
Direção Cênica e Roteiro – Alexandre Bonin* DATAS:
- 14 e 15 de novembro de 2008 (sexta e sábado) às 20h30
- 16 de novembro de 2008 (domingo) às 19h00* LOCAL:
- Teatro da Reitoria da UFPR (Rua XV de Novembro, 1299 - Centro – Curitiba/PR)* ENTRADA FRANCA
Sei que essa galera é mesmo de responsa! Caso o caro leitor não se lembre, teci aqui alguns comentários sobre outro espetáculo dos caras, ‘O Amor é um Rock’, inspirado na obra de Tom Zé, que eu e o Rodrigo fomos ver no fim de junho. Leminski sempre foi um ícone de nossa terra e quem já teve contato com alguma de suas obras sabe bem o porque. Aposto que nada perde quem ousar conferir!
Se interessou, vemo-nos por lá!
O Melhor do Cinema Latino-Americano
quinta-feira, novembro 6th, 2008Local: Espaço Cultural CINEVIDEO1 - Sala Kastrup
Rua Padre Anchieta, 458
Info: 3223-4343 ou http://www.cinevideo1.com.br/
Horários: 15h e 19h
Entrada franca
Programação:
O Melhor do Cinema Brasileiro
Dia 03 – Céu de Suely, de Karim Ianouz
Dia 04 – Não Por Acaso, de Phillipe Barcinski
Dia 05 - Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia
Dia 06 – Tropa de Elite, de José Padilha
Dia 07 – Meu Nome Não é Johnny, de Mauro Lima
Dia 08 – Contra Todos, de Roberto Moreira
O Melhor do Cinema Argentino
Dia 10 – O Filho da Noiva, de Juan Jose Campanella
Dia 11 – O Cachorro, de Carlos Sorin
Dia 12 – Menina Santa, de Lucrecia Martel
Dia 13 – Não haverá sessão (Evento - Psicanálise no Século XXI)
Dia 14 – O Que Vc. Faria, de Marcelo Pinero
Dia 15 – Nove Rainhas, de Fabian Bielinsky
O Melhor do Cinema Mexicano
Dia 17 – Amores Brutos, de Alejandro Gonzalez Inarrit
Dia 18 – E Sua Mãe Também, de Alfonso Cuaran
Dia 19 – Como Água Para Chocolate, de Afonso Arau
Dia 20 – Nicotina, de Hugo Rodriguez
Dia 21 – O Labirinto do Fauno, de Guilhermo Del Toro
Dia 22 - Na Mira da Corrupção, de Jorge Ramirez-Suarez
O Melhor do Cinema Latino-Americano
Dia 24 – Vozes Inocentes (EQUADOR), de Luis Mandoki
Dia 25 – Maria Cheia de Graça (COLOMBIA), de Joshua Marston
Dia 26 – Pantaleão e as Visitadoras (PERU), de Francisco J. Lombardi
Dia 27 – Quantanamera (CUBA), de Tomaz Guitierrez Alea
Dia 28 – Machuca (CHILE), de Andrés Wood
Dia 29 – Whisky (URUGUAI), de Juan Pablo Rebella















