futebol
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quarta-feira, outubro 29th, 2008Adivinha quem ééééé??? Sim! O próprio!! AFA dá de CBF e manda ver na seleção! ‘Don’ Diego Armando Maradona – que completa 48 anos amanhã – é o novo técnico da seleção argentina! Quem diria? Tão querendo levantar o moral da equipe que ”anda mal nas eliminatórias da Copa do Mundo”, ocupando a terceira colocação, apenas atrás do
Paraguai e do Brasil. [Caramba! Está mal? Enfim..] Essa de levantar o moral eu já vi acontecer por aqui, foi quando chamaram o Vampeta de volta pro Corinthians porque “ele faz todo mundo rir, vai melhorar o ânimo da equipe”; lembro-me que na ocasião sugeri então que contratassem o Bozo se o caso era arrancar riso. Bozo não veio! Serginho Mallandro também não! Mas Maradona está firme e forte! Ao contrário do nosso queridíssimo Dunga, o hermano já passou pela função por duas vezes - sem considerável expressividade, diga-se de passagem. Passou por maus momentos, ali por 2004, com recaídas, mas vem conseguindo se manter afastado das drogas e de confusões. Chegou a “bem sucedido apresentador de tv” e, desde que seu programa acabou, tem rodado o mundo chacoalhando a bandeira azul e branca celebrando vitórias e amargando algumas derrotas de esportistas co-naturais seus. Dizem por aí que o pessoal se empolgou com a notícia e está confiante que ele fará um bom trabalho na direção da equipe argentina.
Isso é o que veremos!
voltamos Juca!
domingo, outubro 26th, 2008Juca, Juquinha, Menino Juca, meu Kfouri camarada: Lindo! Lindo! Obrigado! Matou à letra com um texto belíssimo sobre a ascensão do Timão à série A do Brasileirão! Tá na Folha de S.Paulo de hoje, capa do caderno ‘esporte’. Só queria botar aqui algumas frases que me encheram os olhos d’água [isso que eu nem chorei na queda]:
A dor acabou. Não durou nem um ano, mas doeu demais.
A dor que humilhou também retemperou.
Uma dor que ainda não se sabe se, de fato, ensinou.
Porque se foi didática, deixou como lição que os fins não justificam os meios.
Mas a hora é de festejar.
Festejar a energia que pairou sobre o Pacaembu... o 1 a 1 que subia o Timão com seis rodadas de antecipação permanecia firme no marcador [referindo-se ao jogo Barueri x Paraná, que acontecia em Barueri]. Até que aos 33min, 26min no Pacaembu, Fabrício fez, de pênalti, o 2 a 1 para o time paranaense.
Era a senha.
Então, o Pacaembu não parou mais de cantar. E cantará, cantará, para sempre, até não mais poder, porque esta paixão não sabe o que é morrer. É nóis!
Abraço pro Kfouri e pra todo mundo que inchou a orelha esse ano de ouvir picuinha de neguinho de tudo que é time. Valeu Nação!
Nossa corrente é forte e jamais se quebrará!
Pelo Corinthians!
Com muito amor!
Até o fim!
Ga-vi-ões Fiel!
e o doutor?
terça-feira, setembro 23rd, 2008Começou hoje às 16h00 mais uma campanha publicitária do Corinthians. Obviamente, em se tratando de uma campanha, a idéia é levantar uma grana. Sou corintiano e admito não ter gostado da estratégia anterior, e também não gostei dessa. A camisa roxa, na minha modesta opinião, fico bem feinha - e rendeu, além da verba, inúmeras piadinhas de torcedores contrários [vide a canção "boi boi boi, boi da cara preta, segunda divisão com camisa violeta"].
Enfim, a nova proposta visa vender um ‘lote’ na camisa pros torcedores; pela bagatela
de R$1.000 o corintiano terá seu rosto estampado na camisa do time. Quatro mil espaços foram disponibilizados e, fazendo as contas, em dez camisas [o goleiro ficou fora], temos um montante de R$4 milhões. Segundo a diretoria do time, três mil pessoas inscreveram-se como interessadas; a estimativa é que duas mil pessoas efetivem a compra de seu espacinho na camisa do timão. Caso não alcancem o número total as fotos serão repetidas. As camisas entram em campo dia 22 de novembro, em partida contra o Avaí, pela penúltima rodada da série B do Brasileirão.
Disso acho que todos estávamos sabendo. Agora, fiquei sabendo de outra hoje. Além das fotos dos torcedores, cada uma das dez camisas contará com um padrinho, um ex-jogador. Os escolhidos foram Basílio, Biro-Biro, Marcelinho Carioca, Rincón, Neto, Tevez, Wladimir, Zé Maria, Rivelino e Ronaldo. Segundo o departamento de marketing do clube a mais procurada tem sido a do Neto. Pergunto: E o Doutor??? Não acredito que deixaram Sócrates fora dessa. Mas levando em consideração que também não acreditei na camisa roxa e não levo fé alguma em ‘lotes’ à venda na camisa do clube, deixem minha opinião de lado. Fato é que a grana entrou com a roxinha e há de entrar novamente. Concluo assumindo que meu forte é mesmo a ideologia e não o marketing.
Interessou? Clique aqui pra escolher o padrinho e sua posição.
a nova nova camisa do timão?
sábado, agosto 23rd, 2008úlcera, Dunga e um bocado de falta de nicotina
sábado, agosto 16th, 2008Tá legal, tão achando que eu vou falar de futebol né? Sério, eu bem queria.. A situação atual converge pra um discurso [ou questionamento] de ‘onde é que está o futebol brasileiro?’ Já disse, reitero, não faço nem menção a torcer contra nossa seleção, mas tá ficando cada vez mais difícil. Não sei qual tem sido meu maior problema: as crises de abstinência de nicotina ou me submeter a sessões de tortura como esta de hoje, acordando cedo pra ver essa patifaria que estão chamando ‘futebol’ lá do outro lado do mundo. Tô precisando marcar horários extras com meu analista ou talvez procurar logo um psiquiatra - antes que o gastro seja a medida final.
Sinceramente, pros que me conhecem não é novidade, não pertenço à casta dos esportistas, porém, gosto da coisa e acabei me tornando um exímio expectador. Tenho acompanhado tudo quanto posso dos Jogos Olímpicos, dormindo poucas horas por noite; vejo vitórias, vejo derrotas, mas o que me incomoda é ver ‘corpo mole’ [pra não chamar outra coisa], aquilo tudo que vimos na copa do mundo de 2006. Juro que no jogo de hoje pensei “em quem deverá ter sido a convulsão desta vez?” - porque depois deste episódio, hão de convir comigo que jogamos bem só uma copa américa.
Dunga é o problema? Não sei. Afirmá-lo seria dar tiro no pé, já que - seguindo as entrevistas dos jogadores no final das partidas - “tivemos dificuldades, a torcida sempre cobra espetáculo, o importante é que saímos com o resultado”. Mas é inegável que mexe mal! Em se tratando de uma competição futebolística tenho meu brio*. Tive a felicidade de ver homens, representantes da minha nação, inaugurando o gesto de erguer a taça ao final da campanha vitoriosa, e foi por cinco vezes. Que não foi o Dunga que escalou o Ronaldinho pra essa competição já sabemos, agora, parece provocação deixá-lo em campo; algo do tipo: “come and see your pathetic nike-boy.. look how he’s different.. man, he was awesome” [dito em inglês que é a língua do capital, claro!]. Nada pessoal contra o jogador, mas como disse o amigo André - que é gremista e viu o moleque crescer -, “até que seria interessante vê-lo se estrumbicando pra ver se serve de exemplo pros outros, aí neguinho se esperta!” Chega da salto alto minha gente!
Que venha agora Argentina ou Holanda! Não quero nem ver, mas vou.
Ademais, Cielo no topo do pódio me encheu de lágrimas muito mais que qualquer Phelps. Quero ainda, antes do fim, indicar novas modalidades pras futuras edições dos jogos: polichinelo sobre cabo de aço; rolimã vendado; bola na boca do palhaço; maior alcance, em altura, de cerveja espirrada na parede após chutar involuntariamente seu próprio copo [inclusive, acredito ainda ser o recordista nesta modalidade]; fritar pastel pelado; e a máxima baconiana: corrida de havaiana no ladrilho ensaboado (com variações de inclinação do piso, chegando ao máximo em 45º) [idéia originalmente concebida pela mente brilhante do Fabinho].
*brio tem aqui um duplo sentido interessante, pode ser ’sentimento da própria dignidade, garbo’, ou ‘espécie de musgo’. Pra que lado será que eu vou hein?
Futebol (Portinari, 1935)
sábado, julho 19th, 2008rumo ao hexa!
sábado, julho 19th, 2008Hoje é o dia nacional do futebol! É hoje porque há 108 anos nascia o mais antigo clube brasileiro, o gaúcho Sport Club Rio Grande - apesar de haver controvérsias sobre ser mes
mo o 1º time. Não cabe a mim discutir se veio a galinha do ovo ou vice-versa, tratemos da prática da pelota. Há alguns dias o amigo Ton apresentou alguns argumentos a serem considerados a seguir.
Quanto à migração de jogadores para o exterior, bom, com isso acho que já nos acostumamos - mas não sei se deveríamos. É que tudo gira em torno da grana mesmo e, assim sendo, quanto mais melhor - será? Veja só o caso do Grêmio que lucra ainda hoje por ter segurado Ronaldinho Gaúcho até os 21 anos. São poucos que decidem e muitos (torcedores) que têm que aguentar. Pra sair dessa pouca influência que nós, amantes do futebol, vamos vivendo nas decisões dos clubes, vi esses tempos atrás cidadãos que se reuniram pra montar seu próprio clube e qualquer um pode participar, não precisa ser ricaço não (não me lembro do nome do clube, tem site e tudo mais. Acho que isso foi copiado da Inglaterra). Os jogadores serão comprados através de votação, com a grana do rateio. O clube vai começar por baixo, mas a idéia é chegar à elite do futebol nacional.
E a nossa seleção? Ê beleza! Passou uma entrevista do Parreira no Esporte Espetacular esses dias metendo o pau na maneira como a preparação é conduzida. Diz ele, e é visível, que se tem pouco tempo e muita expectativa, sempre. Tá, eu tenho um pé atrás com o Dunga, não nego, mas isso tudo tem que ser considerado. Sinceramente não consigo deixar de torcer, ou torcer contra, em prol da degola de ninguém que leve no peito a insígnia nacional do esporte mais popular do mundo. E agora esses Jogos Olímpicos servindo de trampolim pra negociações né? O Real quer inflar o valor do Robinho e mandá-lo pro Chelsea; há boatos que este mesmo Chelsea vai tomar Kaká do Milan. Isso que é time! Banca (ou desbanca) pra ver os mininão vestindo sua camisa. E os clubes brasileir
os em pandarecos! Alguém me explica como, por favor, os clubes exportam os talentos que aparecem e continuam quebrados? Valeu!
Agora, só quero lembrar ao amigo Ton que essa história de que ‘na hora a camisa pesa’ tem, ao meu ver, funcionado de forma inversa: são os nossos que estão entrando de perna bamba em campo! Recorro a um episódio passado há pouco, no qual o Júlio me disse “o que que a Espanha já ganhou de bom? Nada!” Ok! Mas eu que estava acompanhando o futebol dos caras dei de galinha de clérigo, botei fé, nada de peso de camisa! Sem dúvida que o futebol europeu tá alguns passos à nossa frente. Essa fuzarca de ranking também é muito falatório mas você viu a posição da sua seleção ali? Adianto: 1º Espanha, 2º Itália, 3º Alemanha, 4º Brasil. É isso aí! E como preparação pras olimpíadas vamos jogar contra o 127º! Confira o ranking.
Pensar em hexa hoje só se for do Flamengo ou São Paulo!
Júlio, paga eu!
o filho do cara
sexta-feira, junho 27th, 2008Ontem, como de costume, fui até a rua Paula Gomes pra reunião do cartel. Ao final ficamos ali em frente ao Instituto conversando. Fim de papo, frio, descia a rua, lado a lado com o Bgu em seu carro, que levava Cuia. Meu caminho ali é certo, desço a rua supracitada até a Cândido de Abreu, viro a direita na Barão de Antonina, passo pelo Passeio Público e estou quase em casa.
Uma coisa me chama a atenção ainda na rua Paula Gomes. Rua antiga - se não me engano ali faz parte do Centro Histórico de Curitiba - paralelepípedos. Passo em frente ao bar ‘torto’ e vejo uma movimentação incomum. Fotógrafos e algumas câmeras filmando o local, passo batido. Mais tarde, já em casa vendo jornal fiquei sabendo do ocorrido. Quem estava lá era Ulf Lindberg, o filho sueco de Mané. Ulf é filho de Garrincha com uma camareira. Foi concebido em 1959, quando o Botafogo excursionou pela Suécia realizando alguns jogos. Ele está no Brasil a convite do dono do ‘torto’ (cujo nome é uma homenagem a Garrincha), pra comemorar os 50 anos do primeiro título mundial da seleção brasileira.
E falando em homenagem, amanhã rola mais uma homenagem no bar, só que o homenageado é o filho da ‘alegria do povo’. Além do evento encabeçado por Magrão (dono do bar), Ulf participa hoje de um projeto social lançado pela prefeitura da cidade, e também de uma Atletiba na Arena da Baixada onde será recebido com as devidas honrarias que o filho d’o cara’ merece.
o soco, o chute e o grito (de gol?)
quarta-feira, junho 25th, 2008Interessante, tenho encontrado algumas idéias minhas por aí. Estive pensando em um tema pra exercitar minha escrita; não um tema específico, e justamente por isso achar interessante o percebido. Não pretendo aqui uma articulação completa da minha idéia, ainda não a tenho. Apenas o esboço de tal idéia se afigurará na sequência.
Tudo começou já há algum tempo, no trânsito, leituras, conversas esporádicas ou mesmo nas homéricas. Penso ter iniciado o raciocínio numa noite de segunda-feira, dirigindo, quando voltava da Associação Psicanalítica de Curitiba, após a leitura do texto Complexos Familiares de Jacques Lacan. Nele o autor apresenta os complexos como organizadores no desenvolvimento psíquico. Então, o mais primitivo dos complexos é o do desmame, que se compõe com todos os outros ulteriores. O complexo de intrusão coloca ali um outrinho, observado em relações sociais quaisquer, em posição de deleite - já que de leite ainda se abunda em pleno seio. Grosso modo, o sujeitinho se aliena à imagem especular que se lhe é refletida, esta é tida como uma intrusão narcísica (lá vem mais um falando lacanês, pois bem, ainda não cheguei onde queria, aguentem mais um pouquinho). Difícil pensar a agressividade como secundária à identificação no que diz respeito ao ciúme? Não muito? Isso tudo me fez pensar justamente sobre a violência enquanto expressão desta rivalidade. Quero dizer com isso que há saídas possíveis e não somente esta; ao mesmo tempo, pela identificação, podemos usar de exemplo desde a criancinha que chega no berço e faz aquele carinho gostoso de 16 toneladas no bebê, até aquela que começa a chorar quando vê outra chorando. Claro que até a idade adulta o sujeito ainda passa pelo - tão famoso - complexo de Édipo, considerado o próximo na função de ‘organizador’.
Foi mais ou menos daí que caí num tema que gosto muito e que ainda não me pus a redigir: futebol. Pelo raciocínio seguiria mais pela questão da rivalidade, a violência mesmo. Elucubrei acerca da atualização, da reedição desta rivalidade nos fanáticos e frenéticos. Na noite passada vi partes da entrevista do Zé Miguel Wisnik ao programa Roda Viva e hoje dei uma procurada por aqui. Não que o tenha ouvido falar a respeito da violência, mas creio poder me apropriar de mais argumentos pra discussão. Ele está lançando um livro chamado ‘Veneno remédio: O futebol e o Brasil‘. Devo dizer que fiquei ainda mais curioso para lê-lo após o cometário de Idelber Avelar. Pra complementar o comentário, leia também uma entrevista de Wisnik à Idelber - datada de 2006, quando o livro estava sendo confeccionado.
Como se as idéias já apresentadas fossem poucas, li também O trabalho do luto e achei que em tudo se relaciona na amarração. Muito provavelmente não o use enquanto texto base pra falar do tema, mas serve pra atentar à banalização da violência, das relações, da vida e da morte.
Chega! Já escrevi demais pra uma estréia!
Fui!







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