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nas facetas da desilusão

quinta-feira, janeiro 22nd, 2009

e foi só quando ganhei meu par de asas que percebi que em tudo que se ganha também se perde algo, agora só durmo de bruços.

zapping, tips and personality

segunda-feira, janeiro 12th, 2009

blog.DSC0030

da exegese à exigência

quinta-feira, janeiro 8th, 2009

pé e tinha também aquela mania dicaz de ficar na ponta dos pés e olhar de cima pra baixo, como se lhe fosse indiferente o obstáculo.

cel não se deixa abater pelas circunstâncias, o longo caminho por vir solicita urgência na capacidade de discernimento.

 arameBem-aventurado é o homem que – em detrimento dos padrões ou condições físicas e intelectuais penosas – ao cair já tem seus pensamentos voltados para o momento em que estará pé, tal qual ardiloso funâmbulo, cujos olhos apontam o futuro do arame.”

vamos começar?

terça-feira, dezembro 30th, 2008

“A vida é aquilo que nos acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos” [que eu li no orkut da Mana], e "Se você consegue viver sem passar o tempo todo analisando tudo que está vendo, pensando e sentindo, sorte sua" [do Pellizzari, que encontramos no orkut do meu querido companheiro de blog], são frases que podem soar tão piegas quanto o pouco difundido tratado avunculocal, porém, devo dizer que bati parte do dia teclas por esta região harmônica.

Chegada hora de dormir [pra variar] resolvo [finalmente] escrever-lhes algo sobre meu sumiço. Em parte reconheço que a empresa que me conecta à rede e meu recesso na semana passada contribuíram, mas isso não basta! Você, frequentador assíduo de nosso sítio, bem sabe que, caso meu desejo fosse, postaria donde estivesse. Falando com uma amiga queridissíssima hoje no msn [após anos sem entrar no msn] consegui resumir em uma frase o porquê de minha paumolescência, não copiei e fiquei sem minha própria resposta. Mas ela me ajudou a recobrar parte da essência neste post [embora a essência de seu post em nada se assemelhe com minha intenção e 1979 seja o ano em que eu nasci].

Óbvio: “cada qual no seu canto e em cada canto uma dor, depois da banda passar”, ou antes mesmo que passe. Meu último post é de 10 de dezembro e vamos combinar que nem foi muito bom. Aliás, falei do encontro que rolou em Londrina e eu nem fui por motivos de força maior. Neste mesmo dia teve show do Lenine e eu vi aquilo com olhos de criança do interior que cai de pára-quedas no meio da Disney World. O show do cara foi algo de arrepiar os cabelos da nuca e o melhor ainda foi que, ao final, no bis, ele diz “40 músicas lá e vocês escolhem essa” e começa com Jack Soul Brasileiro. Ok! Docaralho o som! Mas ele subiria no meu conceito saindo sem tocar [mesmo sendo a mais votada no tal site que eu nem sabia que rolava]. E cadê meu tesão de contar isso a vocês? Isso que também teve show do Moska dia 06 hein.. E também foi phodástico!

Agora olho pro meu braço esquerdo e vejo uma fita-pulseira-não-sei-como-chamar-isso escrito “Eu preservo a Ilha do Mel”, de onde eu voltei domingo. Minha primeira vez lá. Sério, um dos lugares mais lindos que já fui e não quero postar sobre isso. Dia 25 foram 6 meses completos de minha “estréia” aqui, e daí? Péra lá! Que que tá pegando? “Será que sou eu na minha carteira de identidade?” Sim, sou eu! E muito mais lá do que aqui. Até quando?

Sei lá o que eu quero dizer com tudo isso e é provável que após esta publicação eu me ponha a pensar e queira falar mais a respeito. Sinto-me vivo e em condições de lapidar ainda mais este sentimento. Esse período afastado das info-vias tem me feito bem, tenho respirado novos ares e curtido bastante a idéia. Espero que não estejam sentindo tanto a minha falta [haHAhaHAhaHAhaHAhaHAhaHA!! é piada?]. Curtam suas famílias e entes queridos! Quando chegar em casa dê um abraço um pouco mais apertado que o usual na primeira pessoa que aparecer, se isso soar esquisito, finja que é só bom humor e tente repetir aumentando a freqüência! [viram só como já posso escrever livros de auto-ajuda?]

Deixo um até logo com sabor de volto em breve e me ocupo um pouco mais disso aqui!

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Tudo novo de novo - Moska

no

quinta-feira, dezembro 4th, 2008

caso de dúvidas, sugestões, pseudo-auto-afirmações ou anomalias congênitas lembre-se: um copo d’água bem gelado de meia em meia hora!
Ao persistirem os sintomas faz bem dobrar a dosagem!

Vejo

quarta-feira, dezembro 3rd, 2008

Um corpo estendido ao chão entre folhas de jornal. Na mão o vidro vazio: pílulas para espantar o tédio de um caderno de classificados.

sem coquilha

domingo, novembro 30th, 2008

Levar tapa na cara, soco no estômago e chorar de dor. Envolvimento real, fazer falta, sentir falta e faltar. Cair em chão liso, levantar e andar mancando. Ostentar cicatrizes, tatuagens portuárias, âncoras e eu amo a mamãe. Não aos tapinhas nas costas, sorriso amarelo e oi tudo bem. A vida de verdade, aquela que não deixo me levar, mas encho de tapas e saio arrastando pelos cabelos. Submergir onde o ar é mais escasso e a paisagem mais bela. Overdose de vida, nem de fuga nem de esquiva. Sexo sem pudores, amores e bebidas fortes. Desfazer da covardia fugidia, travestida em calos e maquiagens. Medo não insinuado, revelado e esfregado na cara. Vergonha, formigamento no rosto e lágrimas depois. Mais tapas na cara, porque os que já foram não bastam. Mais olhos roxos, lábios e corações partidos. A vida em profundidade, discutir filosofia ou parafilia. Abraçar amigos, ei cara, tambem fui ferido, também já brochei. Dispensar prazeres instantânos, dores maquiadas, centelhas coloridas e ínfimas. A sangria visível, o sorriso sincero e o te amo, meu bem.

encontro com Milton Santos : O mundo global visto do lado de cá

sábado, novembro 29th, 2008

Nem acredito que encontrei essa preciosidade por completo. Tudo bem, hão de questionar-me sobre o tamanho dos vídeos, etc e tal. Destarte anuncio que fico uns dias sem postar pra respeitar o tempo de vosso aparelho digestivo, e completo dizendo que se tiveres disposição pra vê-los todos ainda estarás sedento por mais.

Trata-se de um documentário de 2001, do cineasta Sílvio Tendler, no qual o geógrafo Milton Almeida dos Santos discorre acerca do fenômeno da globalização. Seu ponto de vista é de um mecanismo perverso, chega a cunhar o termo globalitarismo, referindo-se ao modelo como totalitário. O mais fenomenal no meu ponto de vista é que do alto de sua singeleza baiana, apesar dos paradoxos cada vez mais evidentes em nosso cotidiano, seu sorriso vem carregado de um otimismo nada barato.

Recomendo que vejam, pois senão nem postaria! Mas vejam quantas vezes quiserem! E como um favor peço que indiquem esse filme a algum conhecido que também possa ter interesse no tema [com certeza tem alguém, pensa um pouquinho e passa a bola!]. Lembrando sempre que, na sequência, estamos aqui pra um bate-papo.

Click to continue reading “encontro com Milton Santos : O mundo global visto do lado de cá”

nós, iluminados,

segunda-feira, novembro 17th, 2008

vivemos uma vez por dia. bem assim, feito palavra: quando já leu, matou; quando acabou, morreu.

banksy - cansbuffer

das cartinhas que não entreguei

terça-feira, novembro 4th, 2008

Café preto gelado sem açucar. Palavras amargas com gestos de candura. E eu que nunca gostei de praia me surpreendo sorrindo olhando pro mar. Imagino você de bikini, areia nos pés e nos cabelos, pele cheirando a bronzeador. Me mostre as marcas que teu corpo carrega e tentarei apagar. Me exiba os calos que te fez a entrega, a despeito deles eu vou te levar. Não esconda receios, te quero inteira, costelas à mostra te aguardo na mesa. Te sirvo um café amargo, também tenho calos, frieiras e pigarro. Não fumo um cigarro pra poder te beijar. Te entrego uma rosa murcha, guardada seca dentro da gaveta. Sei que tuas flores também já secaram, não me envergonho. Me envergonho é das flores que não entreguei.

* * *

Paixões diárias, amores de uma vida que duram uma noite. Liberdade, dissemos. Caminhando em ruas não recomendáveis, não vamos dar as mãos porque será muito dificil soltá-las. Não precisamos disso. Ouvimos músicas e não nos lembramos de ninguém. Essas brincadeiras são perigosas, mesmo assim, de levinho. Marcas de mordidas são apenas marcas de mordidas. Liberdade, dissemos.

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