graveleux
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domingo, novembro 2nd, 2008Borbulhas coçam o nariz, cerveja rápido demais. Umas gotas de limão, a acidez toma conta. Gosto ocre. A vida agridoce. Teus doces lábios, salgados lábios. Ambos. Café amargo e um cigarro, de doce basta a vida.
estratosfera (ou quem sabe Deus
quarta-feira, outubro 29th, 2008onde andarão minhas letras, palavras, versos, orações, pontos, ênfases, vocábulos e inquietações). Desde que minhas pastas se foram um vazio literal irrompeu e cresce a cada dia para fora do sistema. Não são pequenas pastas com pequenas coisas, os valores atribuídos não alcançam ou toleram KB, MB, GB, etc. Que saudade da ‘LOCÃO’, era uma das minhas preferidas. Ficava ali quietinha, nem era tão grande, mas guardava preciosidades, meu relicário. Mania de julgar loucura o que a gente põe pra fora sem nem saber como! Eu tenho! Não precisa nem pontuar que eu mesmo faço, quando o recalque dá aquela marcada toma caneta e não tem nem como reclamar, resta chamar ‘loucura’. Sinto falta de minhas memórias ali digitadas. Hei de começar uma outra nomeada ‘relicário’.
Gostaria de solicitar a você que recebeu um texto de minha autoria, encontre-o e envie de volta pra mim! Vamos fazer um ‘de volta pra casa’ sem Gugu ou câmeras e repórteres questionando acerca de meus sentimentos no momento do reencontro. Desde já agradeço vossa compreensão com um baita nó na garganta [e não é exagero!].
Pior é saber que o néctar mesmo eu não mandei pra ninguém. Fica de exemplo, ninguém mandou não se compartilhar.
“Como é que eu pude deixar me perder se eu nunca sequer me encontrei?”
- Moska [e agora eu]
*imagem extraída de obvious.
quotidianidades
terça-feira, setembro 23rd, 2008
Ataliba sempre foi um cara bacana, bem quisto por todos. Religioso, não faltava às missas e chegava sempre primeiro. Bom amigo, bom marido e bom pai. Nunca fez uso de artifício algum que prejudicasse outras pessoas. Certa vez, um colega, novo no trabalho, o chamou de Aloísio sem querer, ainda não havia decorado o nome de todos. Aloísio é irmão de Ataliba, eles se dão muito bem. Quando um precisa do outro sabe que pode contar! Mas algumas descobertas ainda estão pra acontecer. Aloísio não apareceu pro almoço de domingo e não atendeu aos telefonemas. Seja como for, sabem que algo precisa ser esclarecido.
*Picasso - Acrobat and Ball [1905]
dois meninos jonas que passam frio na grande e escura barriga da baleia.
domingo, agosto 17th, 2008nadam no grande e profundo mar das correntezas e ondas que levampuxammachucam a mão quando a mão raspa na areia do fundo do mar. dói quando a mão raspa na areia porque aí a gente lembra que nem só de água e cabelo molhado que bóia no mar, se faz a praia. de repente o fundo do mar foi ficando mais longe e aí parou de raspar a mão e só raspava o pé & de repente nem o pé raspava mais no fundo do mar. as águas vivas [que explodiram e viraram pedacinhos de geléia ou espermadebaleiacomovocêpreferirvocêdecide] são antecedentes ao estado de pedacinhos e são grandes bolas de esperma uniforme com braços
que ardem se encostam nas mãos. ou nos pés. águas vivas e peixinhos que todos juntos cantam as dançam pra lá e pra cá no mar. depois de duas horas de luta contra o sal sonífero da água do mar, encontramos a baleia. quieta, com a crosta esburacada [grandes blocos de remédio pra arrumar os buracos da casca da baleia] e quieta. quieta. quieta e gelada. nadamos pra dentro da barriga grande barriga e escura barriga da baleia. meuteu nome é jonas. pinóquios de coração de meninos jonas que saíram pra nadar ou pra procurar algo que lhes acalmasse. a baleia tão quieta começa a se movimentar e peristalticamente precisa expelir os meninos pro mar. mar de carros e buzinas e mar com pingüins. o tal marvidaláfora que nos espera. cheio de areia, águas vivas, água-vivas, bolas de esperma e peixinhos que cantarolam. fica na cabeça martelando: é preciso saber que por mais que o mar seja gelado e que a mão e o pé doam quando raspam na areia, temos sempre nossa baleia e sua grande e escura barriga. a questão não é fugirseesconderfingirqueofundodomarnãomachuca. é ter nossa própria criação de baleias dentro dos corações de meninos jonas.
C. F.
graveleux
terça-feira, julho 22nd, 2008.. foi quando Ele olhou pra baixo e pensou em voz alta “Cacilda, mas o que foi que eu fiz? Tudo bem, tudo bem, não
posso ter errado! Inadmissível!” Aí veio aquela parte da costela que todo mundo já conhece. Claro, quis consertar, tipo árbitro que dá penalti ou cartão vermelho pra compensar. Indecente! Quer dizer, que direito todo é esse de deixar-nos protótipos? Proto tipo? Eu? Aí fico ventando isso e aquilo, dando de voar em quase choro - é quase é porque é não. Pior é pousar-te em meus braços - “sentir, sentir” - é frase é porque é não. Viste? Se morro por aí embalam-me em plástico branco, que é de pérfuro-cortante..














