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cheshire cat paper toy

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Hello there, children! Se, assim como eu, vocês também andam ansiosos esperando por Alice in Wonderland – do Tim Burton – saibam que agora podemos esperar acompanhados. Não uns dos outros, mas deste malandrito aqui exposto:

cheshire-cat-DSCN6949

Sim, e é bastante simples de conseguir! Basta acessar este site – montado por fãs dos livros e suas derivações –, baixar o arquivo, imprimir seu novo coleguinha e montá-lo! Bonitinho, né? Porém, não se engane achando que vai ter pouco trabalho pra deixá-lo assim inteirinho. Montei o meu ontem e garanto que passei ao menos 2 horas em cima do bichano – e, além do tempo, demanda alguma paciência!

Ah, vale lembrar que é interessante seguir as instruções de montagem. Eu fui muito espertão e me compliquei, quero montar outro quando tiver um tempinho extra – e não recomendo cola em bastão!

 

And how do you know that you’re mad?”

primavera

terça-feira, setembro 22nd, 2009

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

desenho

Cecília Meireles

 

*texto extraído de: http://www.releituras.com/
*imagem extraída de: http://www.tvcultura.com.br/

OITO

quarta-feira, julho 15th, 2009

O frio cala boca

Impestuoso ser do mal

Temperamento austroboreal

Onipresente cerra os dentes

a clarice freudiana?

quarta-feira, abril 1st, 2009

E hoje vocês ficam com uma dica de leitura virtual – mas não vos limitais a isso, busquem também os impressos. Já considerei Maria Rita Kehl a Clarice Lispector da CLARICE-02psicanálise pelo estilo próprio da escrita; o ponto de interrogação no título do post deixa clara a licença poética de que se trata. Sem florear sua obra – e até fazendo menção negativa ao lacanês tão difundido no meio – a autora escreve com uma leveza que lhe é característica, mesmo nos livros mais técnicos. Não se preocupem em não manjarem bulhufas de psicanálise, seu discurso não se limita a isso. Utiliza-se de vários formatos e diversas mídias pra isso – internet, artigos em revistas, livros, tv [várias participações no Roda Viva, da tv cultura], jornais, palestras e afins – e, reitero: fala pra quem tem cérebro.

Leia: http://www.mariaritakehl.psc.br/

Freakonomics II

terça-feira, março 24th, 2009

Não podia perder o ensejo! Pra quem gostou do livro ou da dica freakliterária da semana passada, aqui vai outra. Os caras  tem um blog em comum nas dependências do NYTimes. Ali continuam com suas estripulias numéricas, contando com o auxílio de outros colaboradores. Pra quem já leu o livro e quer mais ou pra quem tem interesse, é só acessar:

http://freakonomics.blogs.nytimes.com/

Só não posso deixar de colocar este post que acabo de ler por lá, no qual Dubner expõe uma notícia de que seu livro está competindo com uma das pérolas da literatura brasileira. Saca só:

Our Brazilian Competition

By Stephen J. Dubner

The latest runaway best-seller in Brazil is the autobiography of a young prostitute, Raquel Pacheco, a.k.a. Bruna the Surfer Girl. The book is called The Sweet Venom of the Scorpion: The Diary of a Call Girl and here’s what Reuters has to say: “In just over a month, it has sold some 30,000 copies and is already in its third edition — a huge success in a country where only a fraction of the population reads books. It also ranks third on Brazil’s bestseller list for nonfiction books, neck and neck with international hits like Freakonomics by Steven D. Levitt and Stephen J. Dubner.” It doesn’t appear as if an English translation is yet available; am guessing agents are circling now.

É issaí rapaziada! Aqui o páreo é duro!

‘o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta’

terça-feira, março 17th, 2009

é o subtítulo do livro Freakonomics, do economista, Ph.D. pelo MIT, Steven Levitt e do jornalista Stephen J. Dubner – este último entrando, como foi muito claramente explicitado, mais na função de um redator e organizador das elaborações [o que de fato algum diminui seus méritos dada a sagacidade em que opera].

729019_4Levitt tem uma linha de pensamento diferente da maioria dos economistas e, apesar de em Freakonomics ele seguir uma tendência tradicional atualmente em Economia – a de aplicar princípios econômicos às mais variadas situações da vida cotidiana – o livro não fica limitado a isso.

Situações cotidianas são confrontadas pelos autores, e ideias simples, convenientes e confortadoras, tidas como verdadeiras pela sociedade, são postas em dúvida.

Leitura recomendada pra quem vive instigado em correlacionar fenômenos por vezes esdrúxulos – como, por exemplo, a ku klux klan e os corretores de imóveis, ou os professores de Chicago e lutadores de sumô do Japão. O autor analisa ainda, através de uma leitura recheada de argumentos, a equivocidade do nosso senso comum e a vigente política de incentivos com seu ‘lado negro’, a trapaça. Apesar do peso das “revelações” a obra traz consigo o jocoso ponto de vista do economista. Muita informação posta à mesa sem cerimônias.

Guiné-Bissau, Moçambique e Angola

sexta-feira, janeiro 9th, 2009

além de Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, e, claro, o Brasil, agora não só falam mas também escrevem a mesma língua! Você já estava sabendo das alterações gramaticais sofridas por ‘nosso português’, disso estou certo, só não sei se deu pra sacar geral o que mudou. Para tanto, sendo um cara bem legal que recebeu um Guia Prático da Nova Ortografia brasileira por e-mail, upei o arquivo e estou colocando aqui à disposição para esclarecimentos. É só fazer o download, rapidão!

Achei realmente prático o guia – que leva a rubrica Michaelis, da Ed. Melhoramentos. E, com relação às mudanças, posso dizer que fiquei decepcionado com a queda do acento agudo em paroxítonas com o ditongo aberto éi e ói. Sério, não gostei! Mas não gostei muito mesmo! Simplesmente, a partir de agora, você não terá mais uma idéia e sim uma ideia. Quando for assistir um filme de super-heróis será capaz de assistir atos heroicosolha que feio isso! herói tem acento e heroico não! Aliás, paranoias hão de vir à tona. E ai de quem armar tramoia ou bancar o debiloide. Se você, ao contrário de mim, apoia este tipo de iniciativa, tudo bem! Também terei que me conformar com tudo isso [ou então vou pra Coreia].

Ps: só não fico tão bravo pois estou faturando alguns royalties pelo uso de meu sobrenome no exemplo de palavras estrangeiras e seu derivados que não perdem o trema.

sem coquilha

domingo, novembro 30th, 2008

Levar tapa na cara, soco no estômago e chorar de dor. Envolvimento real, fazer falta, sentir falta e faltar. Cair em chão liso, levantar e andar mancando. Ostentar cicatrizes, tatuagens portuárias, âncoras e eu amo a mamãe. Não aos tapinhas nas costas, sorriso amarelo e oi tudo bem. A vida de verdade, aquela que não deixo me levar, mas encho de tapas e saio arrastando pelos cabelos. Submergir onde o ar é mais escasso e a paisagem mais bela. Overdose de vida, nem de fuga nem de esquiva. Sexo sem pudores, amores e bebidas fortes. Desfazer da covardia fugidia, travestida em calos e maquiagens. Medo não insinuado, revelado e esfregado na cara. Vergonha, formigamento no rosto e lágrimas depois. Mais tapas na cara, porque os que já foram não bastam. Mais olhos roxos, lábios e corações partidos. A vida em profundidade, discutir filosofia ou parafilia. Abraçar amigos, ei cara, tambem fui ferido, também já brochei. Dispensar prazeres instantânos, dores maquiadas, centelhas coloridas e ínfimas. A sangria visível, o sorriso sincero e o te amo, meu bem.

das cartinhas que não entreguei

terça-feira, novembro 4th, 2008

Café preto gelado sem açucar. Palavras amargas com gestos de candura. E eu que nunca gostei de praia me surpreendo sorrindo olhando pro mar. Imagino você de bikini, areia nos pés e nos cabelos, pele cheirando a bronzeador. Me mostre as marcas que teu corpo carrega e tentarei apagar. Me exiba os calos que te fez a entrega, a despeito deles eu vou te levar. Não esconda receios, te quero inteira, costelas à mostra te aguardo na mesa. Te sirvo um café amargo, também tenho calos, frieiras e pigarro. Não fumo um cigarro pra poder te beijar. Te entrego uma rosa murcha, guardada seca dentro da gaveta. Sei que tuas flores também já secaram, não me envergonho. Me envergonho é das flores que não entreguei.

* * *

Paixões diárias, amores de uma vida que duram uma noite. Liberdade, dissemos. Caminhando em ruas não recomendáveis, não vamos dar as mãos porque será muito dificil soltá-las. Não precisamos disso. Ouvimos músicas e não nos lembramos de ninguém. Essas brincadeiras são perigosas, mesmo assim, de levinho. Marcas de mordidas são apenas marcas de mordidas. Liberdade, dissemos.

jornagonzo lismo

segunda-feira, agosto 25th, 2008

Há exatos 24 anos morreu Truman Capote. Um dos elaboradores e exímio disseminador do Jornalismo Literário, conhecido como non-fiction novel [trazido à luz por Tom Wolfe, entre outros] - estilo que, por sua vez, deu margens à criação do Jornalismo Gonzo [que "é por muitos nem considerado uma forma de jornalismo, devido à total parcialidade, falta de objetividade e pela não seriedade com que a notícia é tratada, fugindo a todas as regras básicas do jornalismo"], cujo principal articulador é Hunter S. Thompson [esse menino é bom hein!!].

Não sei muito mais que isso sobre Capote [além de "Bonequinha de Luxo" e "A Sangue Frio"], mas já é o bastante pra muito ter me interessado em buscá-lo por aí!!

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