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28.000 km/h é crime!

sexta-feira, janeiro 7th, 2011

Os rumores de que astronautas canadenses haviam tomado poder do astro-maior-head-master do sistema solar, o próprio Sol, se acentuou quando esta imagem caiu na rede:

sol-iss-grande

A primeira suspeita de fraude deu-se pelo simples detalhe de que a suposta bandeira do Canadá, fincada em solo solar, deveria ser maior que o próprio planeta Terra, dada a proporção possível de ser averiguada. E mais, para suportar uma temperatura superior a um milhão de kelvins seria necessária alta tecnologia – aventou-se, então, influência chinesa.

Não bastassem ideias delirantes, começaram a cogitar novas atribuições ao ídolo rei: que ele seria dotado de um ânus, e, com isso, também de um aparelho digestivo completo. Além de manchas, que alguns especialistas pré-diagnosticaram como uma micose; o que fôra descartado pois nunca provaram a aparição do Sol em pessoa em saunas, piscinas, chuveiros públicos, tampouco compartilhando toalhas ou calçados.

Eis que um exame pormenorizado da imagem levou a novas considerações:

sol.iss-detalhe-600 Na realidade, a foto foi tirada por um radar de trânsito – mais precisamente esse aqui pertinho de casa, do Viaduto do Capanema. Sim, meus queridos! Estão ainda em dúvida se a suposta bandeira seria um flagrante da Estação Espacial Internacional (ISS) ou a nave usada pelo temido vilão Darth Vader em Star Wars epsódio IV – Uma nova esperança! E apesar de ainda não terem chegado à conclusão por estarem trabalhando na ampliação da imagem, é sabido que o malandrinho estava à velocidade de 28.000 km/h. Ou seja, há de cair uma multinha pesada no colo de alguém + alguns pontos na carteira + prisão perpétua até a 18ª geração! Como bons cidadãos que somos, devemos bradar por justiça!

e o prêmio ‘maior outdoor do mundo em Curitiba neste sábado’ vai para:

domingo, maio 24th, 2009

DSC00528

galeria de placas subjetivas

sábado, maio 16th, 2009

Dores abdominais graças ao esforço repetido de gargalhar! Confira esse brilhante trabalho de utilidade pública que visa elucidar o curioso mundo das placas de sinalização não padronizadas internacionalmente. Extraído da – também brilhante – Desciclopédia! Clique na imagem para ampliar!

image
Antes de usar chapéu de Napoleão observe se sua bicicleta possui duas rodas.

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Ao ser perseguido por uma árvore de natal, corra pra caralho.

imageÁrea de encontro de homens-sombra com foguete propulsor.

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Ao ver uma onda multicolorida, tome o maior fôlego da sua vida.

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Messias em treinamento.

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pendure o que lhe convier

quarta-feira, março 25th, 2009

DSC00438 Manifesto neo-pop-art ou afirmação de dever cumprido?

marcamos na comarca

sábado, dezembro 13th, 2008

Perseguindo a tendência da antropologia de mesa de bar, sigo em busca de experiências que permitam relatos não-objetivos, parciais, tendenciosos e relativamente originais. O próximo objetivo é julgar alguém. Não, não estou falando de comentar sobre a promiscuidade da vizinha ou a fumetagem do filho do patrão. Estou falando de fazer parte dos jurados de um crime de grande comoção. É possível a todo cidadão, é mais ou menos interessante e parece ser bem divertido. Segundo a cartilha, os selecionados são aqueles de notória idoneidade, o que me preocupou um pouco: sou obviamente idôneo mas muito pouco notório. De qualquer forma, fico ansiosamente no aguardo da convocação.

Para os curitibanos se inscreverem é aqui ó:

http://www.tj.pr.gov.br/juri/index.asp

e a pauta de julgamentos é no:

http://www.tj.pr.gov.br/juri/pauta.asp?idpauta=229

Vai, quem for convocado primeiro é o mais notório.

encontro com Milton Santos : O mundo global visto do lado de cá

sábado, novembro 29th, 2008

Nem acredito que encontrei essa preciosidade por completo. Tudo bem, hão de questionar-me sobre o tamanho dos vídeos, etc e tal. Destarte anuncio que fico uns dias sem postar pra respeitar o tempo de vosso aparelho digestivo, e completo dizendo que se tiveres disposição pra vê-los todos ainda estarás sedento por mais.

Trata-se de um documentário de 2001, do cineasta Sílvio Tendler, no qual o geógrafo Milton Almeida dos Santos discorre acerca do fenômeno da globalização. Seu ponto de vista é de um mecanismo perverso, chega a cunhar o termo globalitarismo, referindo-se ao modelo como totalitário. O mais fenomenal no meu ponto de vista é que do alto de sua singeleza baiana, apesar dos paradoxos cada vez mais evidentes em nosso cotidiano, seu sorriso vem carregado de um otimismo nada barato.

Recomendo que vejam, pois senão nem postaria! Mas vejam quantas vezes quiserem! E como um favor peço que indiquem esse filme a algum conhecido que também possa ter interesse no tema [com certeza tem alguém, pensa um pouquinho e passa a bola!]. Lembrando sempre que, na sequência, estamos aqui pra um bate-papo.

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cão-adjunto

quinta-feira, novembro 27th, 2008

Estava eu fuçando por aí e encontrei este site http://deputy-dog.com/, cujo qual já utilizei em postagem anterior [tour d’eben-ezer, bassenge]. Trata-se de um site mesmo interessante! O lema é ‘because everyone likes stuff’. E tem stuffs bem chamativas! O pessoal dá conta do recado! Cheguei até o site através de um título que me prendeu a atenção “tricô urbano: o mais inofensivo grafite do mundo”, taí abaixo uma amostra. Clique nos destaques do texto pra ver o post original e completíssimo!

trico

Na onda do pimp my ride vem um pessoal e tem a idéia de fazer um pimp my drainpipe, saca só a estrutura que bolaram em Kunsthofpassage, na Alemanha.

pimp

Temos também a ponte Octávio Frias de Oliveira, de São Paulo, entre as 9 espantosamente únicas pontes que você pode não ter visto. E ainda a Catedral de Brasília nas hyperboloid structures.

Isso é só uma amostra do que eu levantei vendo os últimos 4 meses do site. O foco é basicamente arquitetura, engenharia e design – mas não se limita somente a isso.
Confiram!

 

*fonte: http://deputy-dog.com/

porque no rio tem pato comendo lama

quinta-feira, novembro 20th, 2008

Taí um vídeo que recebi por e-mail da mais que queridíssima amiga Priscila. Trata-se de um esculacho de uma canadense, Severn Suzuki, durante a ECO 92, no Rio de Janeiro. É de ficar, PELO MENOS, de queixo caído. Só fico pensando se as palavras foram bem aproveitadas: será que alguém faz uso delas? Não como estamos fazendo, aqui, num post. Uso cotidiano! Será?

Valeu Pri!

Aproveitando o ensejo ecológico-ambiental, fica também a propaganda do Green Peace, veiculada há um tempinho na tv.

E você? Tá fazendo o que?

Futebol (Portinari, 1935)

sábado, julho 19th, 2008

futebol.portinari.1935

Como tornar seu dia melhor olhando peças de bacalhau salgado.

terça-feira, julho 8th, 2008

Dia desses, uma quarta, foi excepcionalmente puxado no trabalho. Dúzias de atendimentos a serem feitos, problemas com colegas e todas essas coisas que todo mundo vive dia ou outro. Estava sem um puto no bolso, o que me obrigou - na saída - a andar várias quadras até um banco para fazer um saque salvador. Como não há nenhuma agência perto, tive que andar como um camelo sedento até descolar umas notas. Quando finalmente consegui, perdi o ônibus. Mais pra frente, pisei num cocô de cachorro. Num grito misto carpado de ódio resignado, me limitei a maldizer o mundo com todas as minhas forças.

Como já estava ferrado mesmo e tinha tempo sobrando, resolvi fazer um percurso aleatório por ruas interessantes até em casa. Sempre dá pra descobrir coisas novas em percursos aleatórios por ruas interessantes.

Imag025 A aleatoriedade me levou até o Mercado Municipal. Há muito tempo eu não entrava lá e nem me lembrava de como é legal! Só a mistureba de cheiros já me provocou algo perto de um orgasmo. Frente à umas frutas bizarras com descrições do tipo "fruta da África do sul, sabor parecido com banana, maracujá e laranja lima" tive que me controlar para não pular entre as caixas espumando pela boca. O preço, acima de 50 mangos o quilo, me trouxe a realidade. Mas a mistura de estímulos visuais e olfativos do lugar é algo que pra mim foi quase terapêutico.

Imag021É diferente de um shopping center, onde também existe uma pluralidade de estímulos. Enquanto no shopping a mistura de luzes, sons, cores e pessoas é algo totalmente nauseante, não te deixa focar em nada em meio a imensidão de coisas que exigem foco, no Mercado Municipal, apesar de ser caótico, os estímulos se harmonizam. Sim, são um monte de frutas e legumes empilhados e ladeados por imensos sacos de cereais, bacalhau salgado, bugigangas importadas e senhoras enrugadas. Mas são tudo isso combinado em um ambiente tranquilo e bem distribuído.

Imag026 Evitei as lojas de bebidas, temendo gastos descontrolados. Desejei de longe uma caixa de Erdinger. Sorri sozinho na barraca de pimentas, com uns molhos afrodisácos descritos como "viagra do Pará" e "aji no morto". Fui tirar umas fotos e vi um cartaz: "olhe, fotografe, filme… mas por favor, compre alguma coisinha". Fiquei só nas fotos, não comprei nada que - por enquanto - afrodisíaco ta dispensável por aqui.

Entrei numa loja de produtos orientais, atraído pela vitrine cheio de quinquilharias coloridas. A coisa mais interessante que vi foi um refrigerante de babosa. Bizarro. Com tanta fruta no mundo, por que alguém faria um refrigerante com algo que as mães e avós passam no Imag022cabelo? O resto dos produtos eram inutilidades de plástico, dessas de camelô e Casa China. Fui dar uma contemplada honesta e desinteressada na mocinha que atendia a loja, uma japonesinha ruiva de andar rebolante. Quando ela sorriu pra mim me animei um pouco, mas engatou um "o senhor conhece o descascador de pinhão?". Desisti da orientalidade e fui embora.

Saí do Mercado mais feliz, esqueci do cocô de cachorro (sim, eu já tinha limpado) e fui faceiro pra casa. Gastei só 12 contos. Comprei um chá com gosto de mato e “O Gato por Dentro”, de William Burroughs, que eu podia ter comprado em qualquer outro lugar.

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